ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 0:51:20

Aracaju registra alta de 22% em novos casos de HIV/Aids

Nos últimos três meses em Aracaju, foram detectados 169 novos casos de HIV/Aids. A informação é da Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju (SMS). O levantamento foi realizado pelo Serviço de Atendimento Especializado (SAE) e pelo Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), através da Rede de Atenção Especializada (Reae) da SMS. Os infectados são: 33 mulheres (10 delas grávidas), 125 homens e 11 crianças.

Quando se comparar o mês de janeiro de 2020, quando foram registrados 44 novos casos, com igual período deste ano, quando foram detectados 54 novos casos, verifica-se uma alta de 22,7% no número de pessoas que testaram positivo para HIV/Aids.

A SMS diz que por meio da Rede de Atenção Especializada (Reae) dispõe do SAE e CTA, que atendem usuários do Programa de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), Aids e Hepatites Virais do município. O serviço funciona dentro do prédio do Centro de Especialidades Médicas de Aracaju (Cemar), no bairro Siqueira Campos, e atualmente acompanha 5.162 usuários, sendo 5.114 adultos HIV/Aids e 48 crianças HIV/Aids.

“Temos percebido essa crescente no número de casos novos e precisamos continuar alertando a população com relação a esse assunto, que ainda é muito visto com preconceito pela maior parte da população. O uso do preservativo continua sendo um fator essencial na prevenção das doenças sexualmente transmissíveis. Quando há relação desprotegida, é preciso buscar o serviço o quanto antes”, orienta a gerente do SAE/CTA, Edneide Oliveira da Silva.

Testes rápidos

Além das ações de testagem e de orientação realizadas de forma itinerante e nas Unidades Básicas de Saúde, para usuários residentes em Aracaju, no serviço especializado feito pelo SAE/CTA qualquer usuário tem acesso aos testes rápidos de HIV, Sifilis e Hepatites B e C.

“Nosso serviço é porta aberta. Geralmente, pelo CTA vão os usuários que não apresentam sintomas, e que desejam fazer o teste por ter tido uma relação desprotegida, por exemplo. Sendo assim, após o resultado, que sai em poucos minutos, nos casos positivos, encaminhamos para fazer o acompanhamento imediato. Já os que buscam o SAE são aqueles usuários já com uma forte suspeita e que apresentam sintomas, esses nós encaminhamos para o acolhimento e em seguida para a enfermeira, ou a depender da gravidade dos sintomas, conseguimos encaminhar no mesmo dia para o médico infectologista. Tudo de maneira muito discreta e sigilosa”, explica Edineide.

Esse acompanhamento feito pelo SAE vincula o usuário ao serviço, que a partir do momento do diagnóstico passa a contar com uma equipe multidisciplinar composta por psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, infectologistas e enfermeiros. Além das consultas e exames complementares que devem acontecer no intervalo mínimo de três meses, o usuário também tem acesso aos medicamentos do tratamento.

 

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