Dois barris de óleo foram encontrados na costa sergipana, o primeiro em uma praia no município da Barra dos Coqueiros, litoral Norte sergipano, e o outro na Praia Formosa, zona Sul da capital. O material foi encontrado durante inspeção da força tarefa montada em conjunto por equipes da Adema, Ibama e Marinha, que desde ontem, quando foram descobertas manchas de óleo no litoral nordestino, monitora a costa litorânea de Sergipe.
As manchas de óleo encontradas no litoral do estado podem ter sido derramadas por um desses barris. Segundo o diretor-presidente da Adema, Gilvan Dias, o barril que foi encontrado na barra dos Coqueiros estava aberto e derramou parte do produto. Ele acrescenta que o trabalho da força tarefa é incansável.

“No nosso litoral Norte, desde ontem não era mais visualizada nenhuma mancha de óleo. Ontem mesmo fizemos um sobrevoo em toda a Costa Sergipana para constatar. As equipes da Petrobras trabalharam durante na retirada do óleo da areia das praias aqui no estado, tudo supervisionado pelas equipes da Adema. Isso foi resultado de um plano de emergência que é realizado pela Petrobras, que tem a obrigação contratual de fazer esse trabalho”, explicou o presidente.
Os dois barris foram recolhidos pela Marinha e parte do líquido foi enviada para o estado do Rio de Janeiro para análise. Entre 20 a 25 dias sairá o resultado. Esse processo é feito por uma raspagem para analisar se houve contaminação.
Gilvan Dias informou ainda que todos os estados nordestinos foram convocados de forma urgente pela Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente, Abema, para uma reunião que deve acontecer no dia primeiro de outubro para tratar deste assunto. “Todos os órgãos ambientais do Nordeste vão se reunir para atualizar as informações sobre esse tema e trocar as experiências. Nós falaremos sobre esse derramamento de óleo, vamos amadurecer as providências imediatas que cada estado tomou e pensar em ações rápidas para esse tipo de questão”, esclareceu.
Petróleo estrangeiro
Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a análise das amostras do óleo feitas pela Petrobras e pela Marinha revelou que a substância é petróleo e não é de origem brasileira.
Ao jornal Folha de São Paulo, a Petrobras disse que o material encontrado não é produzido e nem comercializado pela empresa.
Estados atingidos
As manchas de óleo foram vistas no começo de setembro em praias do Nordeste. Até o momento, a substância foi identificada em pelo menos 105 locais de 46 municípios em oito estados: Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe.







