Economia

BC corta Selic em 0,25 ponto, a 14% ao ano, e deixa próximos passos em aberto

06/08/2026 às 07:48

 

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (5) cortar a Selic, taxa básica de juro, em 0,25 ponto percentual (p.p.) para 14% ao ano, em sua quinta reunião de 2026. Foi a quarta queda seguida da taxa.

No comunicado, a autoridade monetária deixou os próximos passos em aberto ao afirmar que manterá “a restrição adequada” para assegurar a convergência da inflação à meta. “Essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”, disse o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.

O Copom iniciou um ciclo de afrouxamento monetário moderado em março, após manter a Selic em 15% durante o segundo semestre de 2025. A decisão foi em linha com o esperado, uma vez que a aposta majoritária do mercado era de que o Comitê reduzisse a Selic em 0,25 ponto percentual. Com a nova redução, os juros básicos vão agora ao patamar mais baixo desde março do ano passado, apesar de seguir em nível historicamente elevado.

A perspectiva de queda da Selic se consolidou nas últimas semanas, mesmo em meio às idas e vindas do conflito no Oriente Médio.

Os resultados mais amenos da inflação, que ajudam a acomodar expectativas inflacionárias, estiveram entre os principais fatores a contribuir para a expectativa de continuidade do processo de calibração da Selic.

“O Comitê monitora com atenção a desancoragem adicional das expectativas de inflação para prazos mais longos na medida em que esta contribui para a determinação dos preços e aumenta o custo de desinflação”, disse a autoridade monetária no comunicado.

Nesta quarta-feira, o BC melhorou ligeiramente sua própria projeção de inflação para 2026 em relação a junho, de 5,2% para 5,1%, bem acima do teto da meta, considerando o cenário de referência, que segue projeções de mercado para os juros. Para 2027, a projeção subiu de 3,7% para 3,8%.

Em relação ao primeiro trimestre de 2028, que agora passou a ser o horizonte relevante da política monetária, a expectativa ficou em 3,2%, mesmo patamar estimado em junho no Relatório de Política Monetária da autarquia.

Para fazer as projeções do cenário de referência, o Copom considerou uma taxa de câmbio que parte de R$5,10, mesmo nível usado na última reunião.

A meta contínua de inflação é de 3% no acumulado em 12 meses, com margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos — o que na prática implica uma inflação de até 4,5%.

Fonte: InfoMoney

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