Uma bomba fiscal está causando forte tensão na equipe econômica. Prestes a fechar o orçamento de 2022, a ser enviado até 31 de agosto, a área técnica do Ministério da Economia está assustada com as informações preliminares sobre o volume de precatórios (dívidas decorrentes de decisão judicial) que precisará ser incluído na peça orçamentária.
O risco que entrou no radar é essa conta, que é considerada despesa obrigatória, consumir muito espaço no teto de gastos e limitar o raio de ação do governo para ampliar despesas.
O “meteoro de gastos” citado nesta sexta-feira, 30, pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, é uma conta de quase R$ 90 bilhões que terão de ser incluídos no orçamento para o pagamento de precatórios.
O valor foi comunicado pela Justiça ao governo nos últimos dias e embaralhou os cálculos que a equipe econômica vinha fazendo para fechar a proposta de orçamento de 2022.
Precatórios são dívidas do governo reconhecidas pela Justiça e que, portanto, têm de ser pagas pela União. Neste ano, o governo separou R$ 54 bilhões para essa despesa, segundo fontes da cúpula do Ministério da Economia.
O valor comunicado pela Justiça para o ano que vem, portanto, representaria aumento de mais de 60%.
A conta compromete o orçamento do novo Bolsa Família e a execução de gastos do Executivo como um todo, segundo integrantes da equipe econômica. Guedes disse a interlocutores que, no momento, há enorme “tumulto” sobre como lidar com o anúncio feito pela Justiça. Guedes se reuniu, inclusive, com o presidente do STF, ministro Luiz Fux, para falar do assunto.
As informações são do Valor Econômico e CNN Brasil






