ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 0:55:25

Bradesco tem lucro líquido recorrente de R$ 6,767 bi no 3º trimestre

 

O Bradesco registrou lucro líquido recorrente de R$ 6,767 bilhões no terceiro trimestre de 2021, alta de 7,1% na comparação trimestral e avanço de 34,5% em relação a igual período do ano passado. O ganho ficou acima das previsões dos analistas consultados pelo Valor, de R$ 6,509 bilhões.

Já o resultado contábil foi positivo em R$ 6,648 bilhões no terceiro trimestre, expansão de 11,3% ante o trimestre anterior e alta de 58,5% em 12 meses.

A carteira de crédito atingiu R$ 773,323 bilhões ao fim de setembro, com alta de 6,5% no trimestre e de 16,4% na comparação anual. As despesas com provisões para devedores duvidosos somaram R$ 3,358 bilhões, com retração de 3,7% e de 39,9% na mesma base de comparação.

O índice de inadimplência ficou em 2,6% no terceiro trimestre, de 2,5% no segundo e 2,3% no terceiro trimestre do ano passado. Em nota, o Bradesco informou que apesar do aumento, a inadimplência permaneceu nos menores patamares da série histórica.

A receita de serviços teve alta de 4,1% no trimestre, a R$ 8,756 bilhões. Em 12 meses, o avanço foi de 7,8%. As despesas operacionais subiram 8,1% na margem, a R$ 11,88 bilhões. Houve alta de 1,3% em 12 meses.

Entre as maiores influências para o resultado, está a evolução das receitas com cartões, conta corrente, consórcios e operações de crédito, que cresceram em todos os períodos de comparação.

Com relação às despesas operacionais, elas totalizaram R$ 11,882 bilhões no terceiro trimestre, com alta de 8,1% na comparação trimestral e de 1,3% em 12 meses. As despesas com pessoal avançaram 6,1% no trimestre e 10,9% em um ano, para R$ 5,434 bilhões. Os gastos administrativos subiram 4,4% e 4%, para R$ 5,235 bilhões.

O Bradesco fechou 138 agências na passagem do segundo para o terceiro trimestre, chegando a um total de 3.030. Ao mesmo tempo, aumentou o número de unidades de negócios em 83, para 967.

O Retorno sobre patrimônio (ROE) atingiu 18,6%, de 17,6% no segundo trimestre e 15,2% no terceiro trimestre de 2020. O índice de Basileia ficou em 15,2%, de 16,0% e 15,1%, respectivamente.

Carteira de crédito expandida: alta de 6,5% no trimestre e 16,4% em 12 meses

A carteira de crédito expandida do Bradesco atingiu R$ 773,323 bilhões em setembro, alta de 6,5% no comparativo trimestral e de 16,4% em 12 meses. A carteira de pessoa física atingiu R$ 300,033 bilhões, com alta de 6,3% no trimestre e de 24,5% em 12 meses.

Em pessoas jurídicas, somou R$ 281,316 bilhões, com alta trimestral de 6,4% e anual de 12,9%. Há ainda R$ 79,197 bilhões em avais e fianças, R$ 77,904 bilhões em operações com risco de crédito-carteira comercial, e R$ 34,874 bilhões em outros.

Segundo o Bradesco, o bom desempenho da carteira reflete o crescimento em praticamente todos produtos (PF e PJ), com destaque para as operações de cartão de crédito, financiamento imobiliário, crédito rural, conta garantida e CDC, que cresceram acima de dois dígitos.

“A originação média diária com pessoas físicas evoluiu cerca de 16% em 12 meses, principalmente em função do ótimo desempenho do financiamento imobiliário, reflexo das constantes inovações na jornada de contratação de crédito, principalmente por meio dos canais digitais”.

O banco aponta que do total de créditos liberados no terceiro trimestre, cerca de R$ 30 bilhões foram disponibilizados por meio dos canais digitais. “Destaque para os créditos liberados para pessoas físicas, que obtiveram forte crescimento e atingiram R$ 15 bilhões(+58% em 12 meses), dos quais cerca de 80% foram originados por meio do canal mobile (+45% em 12 meses)”.

Já a margem financeira atingiu R$ 15,702 bilhões no terceiro trimestre, com queda de 0,2% no trimestre e alta de 2,7% em 12 meses. A margem com clientes foi de R$ 14,054 bilhões, com altas de 4,3% e 9,8%, respectivamente. A taxa média foi de 9,0%, de 8,9% e 9,2%. Já a margem com mercado totalizou R$ 1,648 bilhão, com queda de 27,3% no trimestre e de 33,9% no ano.

De acordo com o banco, o crescimento da margem com clientes está relacionado ao forte aumento no volume médio de operações, com destaque para o bom desempenho do crédito consignado, financiamento do cartão de crédito, crédito pessoal, capital de giro, conta garantida e operações de câmbio, beneficiados pela retomada da atividade econômica.

Além disto, a melhora do mix da carteira e dos spreads da originação, principalmente nas operações massificadas, contribuíram para o crescimento de 0,1 ponto porcentual no spread médio trimestral.

“A margem financeira com clientes líquida do terceiro trimestre permaneceu em constante evolução, com crescimento de 7% no trimestre e 48% em 12 meses, superior a períodos que antecederam a pandemia, refletindo a melhora na qualidade da carteira, bem como a maior originação de créditos para clientes classificados em melhores níveis de risco”.

Já a redução da margem financeira com mercado deveu-se ao impacto do aumento do CDI nas posições de ALM, parcialmente compensada pelo maior resultado de capital de giro próprio e pela maior quantidade de dias úteis.

Banco revisa guidance para 2021

O Bradesco fez uma revisão do seu guidance para 2021, elevando suas projeções da carteira de crédito expandida de 9% a 13% para 14,5% a 16,5%. No terceiro trimestre, o crescimento foi de 16,4%.

A expectativa para expansão das receitas de prestação de serviços, por sua vez, saiu de 1% a 5% para 2% a 6%. No terceiro trimestre, a alta foi de 5%.

Já a previsão do resultado das operações de seguros, previdência e capitalização saiu de -15% a -20% para -10% a 0%. No período entre julho e setembro deste ano, o dado ficou em -19,5%.

Outra mudança ocorreu nas estimativas para provisão para devedores duvidosos (PDD), que saiu de R$ 14 bilhões a R$ 17 bilhões para R$ 13 bilhões a R$ 16 bilhões. No trimestre encerado em setembro, as provisões ficaram em R$ 10,8 bilhões.

Não houve alteração no guidance de margem para clientes, que se manteve em expansão de 2% a 6% (4,7% no 3º tri) e nem para as despesas operacionais, para as quais se espera ainda uma queda de 5% a 1% (-2,5% no 3º tri).

Fonte: Valor Econômico

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