ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 0:56:11

Casos de influenza A seguem em alta no Brasil desde abril, afirma Fiocruz

 

A influenza A segue em alta no Brasil desde abril, segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O Boletim InfoGripe divulgado nessa quinta-feira (5) indica que infecções por este vírus e pelo vírus sincicial respiratório (VSR) têm impulsionado o aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

A mortalidade por SRAG foi semelhante entre crianças e idosos nas últimas oito semanas. Na população idosa, os óbitos estão mais associados à influenza A. Nas crianças, também predomina a incidência e a mortalidade pelo rinovírus e VSR. Os dados são referentes ao período de 25 a 31 de maio.

Segundo o boletim, o número de estados em nível de alerta para Srag subiu para 25. Além de São Paulo, também estão na lista Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

A pesar da alta de ocorrências de SRAG em crianças na maior parte do país, a Friocruz afirma que já é possível verificar sinais ou manutenção de interrupção desse aumento em alguns estados das regiões Centro-Sul e Norte, além do Ceará.

No boletim Infogripe divulgado em 10 de abril, já era apontado os primeiros indícios de crescimento de Srag por influenza, principalmente no Mato Grosso do Sul.

De acordo com a Fiocruz, já foram notificados 83.928 casos de SRAG no Brasil em 2025, sendo 41.455 (49,4%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 29.563 (35,2%) negativos, e ao menos 7.334 (8,7%) aguardam resultado laboratorial. Entre os casos positivos, 22,7% de influenza A, 1,2% de influenza B, 45% de VSR, 22,8% de rinovírus, e 11,1% de Covid-19.

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 38,9% de influenza A, 0,9% de influenza B, 47,3% de VSR, 15,9% de rinovírus, e 1,7% de covid-19. Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 73,4% de influenza A, 1,3% de influenza B, 12,8% de VSR, 10,4% de rinovírus, e 5,1% de covid-19.

Fonte: Folha de S.Paulo

 

 

 

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