
Da redação, AJN1
O jornal Correio de Sergipe foi um dos homenageados com o diploma de “Amigo do 28º Batalhão de Caçadores (BC). A solenidade aconteceu na manhã desta sexta-feira (2) no quartel da corporação, no bairro 18 do Forte, zona norte da capital. O impresso esteve representado pelo coordenador executivo de vendas da Rede Jornal de Comunicação, Luiz Honorato, que recebeu o diploma das mãos do comandante geral do 28 BC, tenente-coronel José Fernandes Carneiro dos Santos Filho. A condecoração é o reconhecimento da unidade militar pelo trabalho desenvolvido pelo CS na divulgação do serviços prestados à população e da sua importância para o Estado.
A solenidade, que reuniu várias autoridades civis e militares, também marcou as comemorações dos 180 anos do Batalhão. “Estamos realizando dois eventos significativos. Um marca a passagem do aniversário do Batalhão, que foi criado no dia 28 de fevereiro de 1838. Nele estamos homenageando autoridades, personalidades e empresas que colaboram com o cumprimento da missão militar. Por outro lado, hoje, é realizada a atividade mais importante do ano, que é a incorporação do contingente do efetivo variável de 2018. Estão sendo incorporados 209 cidadãos sergipanos que vão prestar o serviço militar obrigatório. Esse contingente é fundamental para o cumprimento de rotina do Batalhão. Assim como, quando voltar para a sociedade civil, ele vai constituir o contingente mobilizável. Em caso de conflito, será acionado para poder incorporar novamente a tropa”, destacou o tenente-coronel José Fernandes Carneiro dos Santos Filho.
Luiz Honorato ressaltou que o CS é sempre um parceiro do 28 BC, divulgando suas ações e mostrando o trabalho desenvolvido pela unidade militar. Ele lembrou que a homenagem também reflete a importância da empresa jornalística para Sergipe. Além do CS, outras sete personalidades receberam o diploma de “Amigo do 28 BC”, dentre elas o comandante geral da Polícia Militar, coronel Marcony Cabral, que foi representado na solenidade pelo tenente-coronel Paulo Paiva.
Para o superintendente do Sesi em Sergipe, Acrízio Campos, a atuação do 28 BC é de extrema importância para sociedade sergipana, pois prepara pessoas para o mercado de trabalho com valores essenciais para o dia-a-dia. “O jovem quando passa pelo Exército agrega valores, a exemplo da responsabilidade; disciplina; cumprimento do dever e horário; senso de responsabilidade; noções de respeito e hierarquia e, acima de tudo, respeito e amor a Pátria. O Batalhão também difunde a valorização da cidadania, cultura essa que precisa ser vista no país, no sentido de desenvolver a responsabilidade social. O 28 BC está de parabéns por este trabalho ardoroso e profícuo, pois faz a diferença”.
Histórico

O 28º Batalhão de Caçadores foi criado no Brasil Império, em 28 de fevereiro de 1838, na cidade de Desterro, atual Florianópolis, capital de Santa Catarina. Recebeu, naquela oportunidade, a denominação de 1º Batalhão de Caçadores. Em 19 de abril de 1851, o 1º Batalhão de Caçadores foi transferido para o Rio de Janeiro, passando a receber a denominação de 9º Batalhão de Caçadores e, posteriormente, de 8º Batalhão de Caçadores.
Em 18 de agosto de 1988, já com sede em Cuia, no Mato Grosso, passou a ser denominado 8º Batalhão de Infantaria. Posteriormente, em 7 de junho de 1908, extinguiu-se o 8º Batalhão de Infantaria, criando-se, na mesma cidade, o 14º Batalhão de Infantaria. Em 7 de março de 1917, o 14º Batalhão de Infantaria, já com a denominação de 41º Batalhão de Caçadores, foi transferido para a capital sergipana.
Ocupou, inicialmente, as instalações hoje desativadas do antigo Hotel Palace, na praça General Valadão. Por transformação, o 41º Batalhão de Caçadores deu origem à 19ª Companhia de Metralhadoras Pesadas. Finalmente, em 31 de dezembro de 1921, extinguiu-se a 19ª Companhia de Metralhadoras Pesadas e criou-se o 28º Batalhão de Caçadores, o qual passou, em 18 de janeiro de 1943, a ocupar as atuais instalações na colina do 18 do Forte.
O 28º Batalhão de Caçadores, ainda como 8º Batalhão de Caçadores, participou de diversas campanhas na Guerra da Tríplice Aliança. Ressalta-se a sua participação nas Batalhas de Passo da Pátria, Tuiuti, Humai-tá, Itororó, Lomas Valentinas, Angustura, Avaí e Peribebuí. Ajudou a construir as páginas heroicas da Batalha de Campo Grande, em 1868, que lhe rendeu a denominação histórica de “Batalhão Campo Grande”.
O 28 BC é um batalhão tipo 2, ou seja, possui Estado-Maior, duas Companhias de Fuzileiros e uma Companhia de Comando e Apoio. Também conta com um Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva (NPOR), importante vetor de ligação com a sociedade sergipana. Tem como Grande Comando enquadrante a 6ª Região Militar, localizada na cidade de Salvador.
O Batalhão tem como missão principal estar preparado para conduzir a defesa da pátria e realizar as operações de garantia da lei da ordem. Além disso, também cumpre missões subsidiárias, tais como: coordenação e fiscalização das operações de distribuição emergencial de água nas regiões assoladas pela seca em Sergipe e parte do Estado da Bahia, fiscalização de produtos controlados e cooperação com a Defesa Civil.







