ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 0:47:14

Custo da cesta básica em Aracaju apresenta redução de 0,69% em novembro

Da redação, AJN1

No mês de novembro, o custo da cesta básica de Aracaju apresentou leve redução de 0,69%. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (6), pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Na prática, os aracajuanos tiveram que desembolsar R$ 511,97 para levar o conjunto de alimentos perecíveis para casa.

De outubro para novembro, entre os 13 produtos que compõem a cesta básica, cinco tiveram aumento nos preços médios, na comparação com o mês anterior: tomate (18,93%), batata (13,13%), banana (3,48%), manteiga (1,79%) e carne bovina de primeira (1,26%). O preço médio do pão francês não variou. Outros sete produtos apresentaram queda de valor: leite integral (-4,06%), feijão carioquinha (-2,88%), óleo de soja (-2,02%), café em pó (-1,49%), farinha de trigo (-1,27%), açúcar refinado (-0,74%) e arroz agulhinha (-0,26%).

Com a diminuição no preço, Aracaju mantém a cesta mais barata do Brasil. Vale frisar que no mês de outubro, houve redução de 0,61%. Em setembro, houve leve diminuição de 3,87%. Em agosto, a redução foi de 0,54%; julho, recuo de 1,35%; em junho, alta de 0,28% no valor da cesta; em maio, queda de 0,56%; em abril, teve aumento de 5,04%; em março, a alta foi de 1,58%; em fevereiro, 1,77%; em janeiro, elevação expressiva de 6,23%. Já a variação no ano é de incríveis 7,84% e em 12 meses, alta de 11,06%.

Nacional

O valor do conjunto dos alimentos básicos aumentou em 12 das 17 capitais onde o Dieese realiza, mensalmente a Pesquisa. Entre outubro e novembro, as altas mais expressivas ocorreram em Belo Horizonte (4,68%), Florianópolis (2,96%), São Paulo (2,69%) e Goiânia (2,03%). Já as reduções ocorreram em algumas cidades do Norte e do Nordeste: Salvador (-2,12%), João Pessoa (-1,28%), Recife (-1,27%), Natal (-1,12%) e Aracaju (-0,69%).

São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 782,68), seguida por Porto Alegre (R$ 781,52), Florianópolis (R$ 776,14), Rio de Janeiro (R$ 749,25) e Campo Grande (R$ 738,53). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram
registrados em Aracaju (R$ 511,97), Salvador (R$ 550,67), Recife (R$ 551,30) e João Pessoa (R$ 552,43).

A comparação dos valores da cesta, entre novembro de 2022 e novembro de 2021, mostrou que todas as capitais tiveram alta de preço, com variações que oscilaram entre
5,06%, em Recife, e 16,54%, em Belo Horizonte.

Salário-mínimo

Com base na cesta mais cara, que, em novembro, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário-mínimo necessário. Em novembro de 2022, o salário-mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 6.575,30, ou 5,43 vezes o mínimo de R$ 1.212,00.

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