Deso rebate estudo sobre água com agrotóxicos

Da redação, AJN1
Um estudo divulgado nessa segunda-feira (15) pelo portal Repórter Brasil, Agência Pública e a organização suíça Public Eye, e republicado pelo portal AJN1 e jornal Correio de Sergipe — revelando que Sergipe tem 15 municípios com rede de abastecimento de água contaminada por 27 tipos de agrotóxicos —, foi rebatido pela Companhia de Saneamento (Deso) do Estado.
De acordo com o estudo, feito com dados do Ministério da Saúde, o “coquetel” que mistura diferentes agrotóxicos foi encontrado na água de 1 em cada 4 cidades do Brasil entre 2014 e 2017, totalizando mais de 1300 cidades. Em Sergipe, foi encontrado agrotóxico na rede de abastecimento dos municípios de Poço Verde, Lagarto, Boquim, Salgado, Itaporanga da Ajuda, Santo Amaro das Brotas, Rosário do Catete, Siriri, Ribeirópolis, Itabaiana, Japaratuba, Muribeca, Pacatuba, Neópolis, Propriá.
Em nota enviada pelo assessor de Comunicação da Companhia, Flávio Vieira, ao portal AJN1, a Deso diz que mantém o controle de qualidade da água, produzida e distribuída, através de Controle Operacional dos pontos de ajustes.
“Estado de Sergipe aparece como um dos Estados citados na matéria, porque justamente é um dos que fazem o monitoramento. Aquele Estado que não aparece e porque não faz monitoramento. Vale destacar que a portaria 2914/2011 da Anvisa é o balizador legal para definir no país o que é uma água potável, e é com base nos parâmetros estabelecidos nessa portaria que a Deso opera e distribui a água. Essa portaria estabelece uma margem de tolerância à presença de defensivos agrícolas em pequena quantidade na água. Portanto, a Deso opera dentro do que preconiza a legislação brasileira para o tema, dentro dessa margem de tolerância estabelecida pela portaria supracitada. Resumindo, não é porque foi detectada a presença de defensivos agrícolas na água, que ela deixa de ser potável. Isso vai depender da concentração da substância em meio à água”.
