Alta do feijão eleva preço da cesta básica em Aracaju

O feijão carioquinha foi o maior vilão da cesta básica em Aracaju no mês de junho. Com o preço majorado em mais de 106%, o produto contribuiu para colocar a capital com a terceira maior alta (9,25%) no custo dos alimentos básicos, ficando atrás apenas de Florianóplois (10,13%) e Goiânia (9,40%). O dado compõe a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

 

Além do feijão, a manteiga, banana, arroz agulhinha, café em pó , carne bovina de primeira, pão francês e leite integral contribuíram para o aumento no custo da cesta. No mês passado, o trabalhador aracajuano, que tem remuneração de um salário mínimo, precisou cumprir uma jornada de trabalho de 94 horas e 11 minutos, maior que o tempo necessário em maio, de 86 horas e 13 minutos.

 

No mês passado, o trabalhador comprometeu 46,53% do salário mínimo líquido (após os descontos previdenciários) com alimentação. Em maio, o percentual ficou em 42,59%.

 

Posição

 

Aracaju ficou com o vigésimo maior custo da cesta entre as 27 capitais pesquisadas pelo Diesse. O aumento em relação a maio foi de 9,25%, e o custo passou a ser R$ 376,73. No primeiro semestre, a alta acumulada foi de 23,22%.

 

Com base na cesta mais cara, que, em junho, foi a de São Paulo, em junho de 2016, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.940,24, ou 4,48 vezes mais do que o mínimo de R$ 880. Em maio, o mínimo necessário correspondeu a R$ 3.777,93, ou 4,29 vezes o piso vigente.

 

* Com informações do Dieese