ARACAJU/SE, 13 de abril de 2024 , 19:46:02

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Caixa tem lucro de R$ 2,4 bilhões no primeiro semestre

A Caixa Econômica Federal (CEF) alcançou lucro líquido de R$ 2,4 bilhões no primeiro semestre de 2016. No segundo trimestre, o lucro foi de R$ 1,6 bilhão, aumento de 92,1% em relação ao trimestre anterior, tendo como principais destaques o aumento das receitas, em especial, com prestação de serviços e o controle das despesas administrativas. Ao final do semestre, a CEF possuía R$ 2,1 trilhões em ativos administrados, com destaque para seus ativos próprios, que alcançaram R$ 1,2 trilhão, avanço de 8,4% em 12 meses.

 

A ampliação do relacionamento com clientes gerou aumento de 9,5% nas receitas com prestação de serviços no primeiro semestre de 2016, quando comparado ao mesmo período de 2015. Os principais destaques foram as receitas com contas correntes, convênios e cobrança, e administração de fundos de investimento, que cresceram, respectivamente, 26,3%, 11,8% e 9,6% em 12 meses.

 

As ações com o objetivo de racionalizar gastos e aumentar a eficiência operacional continuaram a produzir resultados, fazendo com que as despesas com pessoal e outras despesas administrativas apresentassem evolução de, respectivamente, 4,5% e 4,2% em relação ao primeiro semestre de 2015, significativamente abaixo da inflação acumulada nos últimos doze meses, de 8,84%.

 

Com isso, os índices de cobertura de despesas de pessoal e administrativas apresentaram melhoria e aumentaram, respectivamente, 4,1 p.p. e 3,0 p.p. em 12 meses, chegando a 107,2% e 67,8%. O índice de eficiência operacional alcançou 53,5% ao final de junho de 2016. O índice de Basileia encerrou o período em 12,8%. Considerando a incorporação da reserva de loterias, realizada em julho de 2016, o índice alcançaria 13,3%.

 

A carteira de crédito ampla apresentou saldo de R$ 691,6 bilhões, crescimento de 6,7% em 12 meses e participação de 21,8% no mercado. O crédito habitacional continua a ser o principal segmento do crédito da CEF, com saldo de R$ 393,7 bilhões, o que representa 66,7% do mercado, e evolução de 7,2% em 12 meses. As operações comerciais com pessoas físicas e pessoas jurídicas totalizaram R$ 195,5 bilhões, com saldo estável em 12 meses. O destaque nesse segmento foi o crédito consignado, que cresceu 10,4%, e fechou o mês de junho com saldo de R$ 61,4 bilhões. As operações de saneamento e infraestrutura apresentaram saldo de R$ 75,9 bilhões, avanço de 20,0% em 12 meses.

 

O crescimento das operações de habitação, saneamento e infraestrutura respondeu por 90,0% da evolução da carteira de crédito da CEF, reforçando o seu perfil de baixo risco, sendo que tanto a evolução da carteira comercial PF quanto PJ ficaram em linha com os crescimentos dos demais grandes bancos.

 

No segundo trimestre, o índice de inadimplência diminuiu 0,31 p.p. e alcançou 3,20%, abaixo da média de mercado, de 3,51%. Em junho de 2016, 89,8% da carteira de crédito da CEF estava classificada nos ratings de melhor qualidade, de AA-C, mantendo o perfil histórico da qualidade da carteira.

 

As despesas com provisão para créditos de liquidação duvidosa cresceram 5,1% em relação ao primeiro semestre do ano passado, totalizando R$ 10,1 bilhões, refletindo o contínuo aprimoramento nos modelos de risco e nas políticas de recuperação de crédito, apesar do cenário econômico desafiador. 

 

As captações totais da CEF alcançaram saldo de R$ 932,9 bilhões no primeiro semestre de 2016, com crescimento de 4,5 % em 12 meses, e em volume suficiente para cobrir 134,9% da carteira de crédito. A evolução no saldo foi influenciada, principalmente, pelos acréscimos de 22,5% no CDB, 14,8% em Empréstimos e Repasses e 2,8% na Poupança.

 

Os depósitos totalizaram R$ 462,4 bilhões em junho de 2016, aumento de 8,6%. A poupança, com saldo de R$ 238,7 bilhões e crescimento de 2,8% em 12 meses, continua sendo a fonte de recursos mais importante para o financiamento das operações da CEF. A margem financeira gerencial atingiu R$ 23,3 bilhões no primeiro semestre de 2016, evolução de 7,3% em relação ao mesmo período de 2015, impactada pelo aumento nas receitas de crédito em 12,4%.

 

Em seis meses, a CEF injetou R$ 339,5 bilhões na economia brasileira por meio de contratações de crédito, distribuição de benefícios sociais, investimentos em infraestrutura própria, remuneração de pessoal, e destinação social das loterias, entre outros. A base de clientes da Instituição alcançou 85,1 milhões de correntistas e poupadores em junho de 2016, alta de 5,2% em 12 meses. A carteira de pessoas físicas chegou a 82,9 milhões de clientes, e a de pessoas jurídicas, 2,2 milhões.

 

Fonte: Ascom CEF

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