ARACAJU/SE, 19 de maio de 2024 , 2:39:55

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Comércio deve amargar umas das piores baixas nas vendas para o Dia das Crianças

Joângelo Custódio, da redação AJN1

 

O Dia das Crianças, comemorado na próxima segunda-feira (12), em outros tempos era sinônimo de vendas robustas, de lojas cheias satisfazendo o sorriso largo dos gerentes, dos pais e contribuindo para o tradicional deleite da criançada.

Mas este ano, com o aumento desenfreado do dólar americano, o preço dos brinquedos, que em sua maioria vêm da China e de outros países como Estados Unidos, estão mais salgados e devem pesar no bolso dos consumidores, que já vêm sofrendo com os constantes aumentos de impostos devido à crise financeira que assola o país.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Brenno Barreto, disse estar preocupado com a retração da economia e alta da moeda americana que, consequentemente, inibe a presença dos consumidores nas lojas. Segundo ele, esses fatores criam pânico nos comerciantes de brinquedos, já que eles compram produtos importados e precisam forcejar para vendê-los. Trocando em miúdos, as vendas vão crescer 2% para mais ou para menos, aponta Brenno.

Bronca

“Esse ano o grande vilão se chama dólar. Porque a maioria dos brinquedos vêm de países asiáticos, como a China. Este ano, infelizmente, vamos crescer ou decrescer dois por cento. Isso não é nada bom”, destacou Brenno.

O comerciante José Gomes, que tem uma loja no Centro da capital, disse que esse ano será o pior nas vendas. “Até o momento, confesso que está sendo o Dia das Crianças mais fracos dos últimos tempos”, queixa-se ele. 
 

Outro empresário que não está nada satisfeito com a crise financeira é Samuel Schuster, ex-presidente da CDL. “Esta crise é uma das mais violentas de todos os tempos. Está atingindo não apenas o setor de brinquedos, mas tantos outros”.

Cristiane Oliveira é gerente de uma empresa do ramo de diversões e games em um dos shoppings da capital. Segundo ela, as vendas devem cair entre 15% a 20%. “No ano passado, o estabelecimento estava lotado. Esse ano, já vemos quedas na vinda das crianças”.

Contramão

Na contramão da crise financeira, os únicos estabelecimentos comerciais que vendem brinquedos e ainda não sentiram o poder avassalador da desaceleração da economia são as lojas de franquias, sistema pelo qual uma empresa cede a uma outra, em troca de uma compensação financeira, o direito de usar seu nome.

Francijane Aragão é gerente de uma dessas franquias e disse que a crise ainda não bateu na porta da loja. “Devemos crescer 20% em relação ao ano passado. É uma surpresa! Acrise ainda não chegou por aqui porque acredito no desdobramento de esforços para que a crise não chegue perto”, explica a gente.

 
 

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