Como mais de US$ 1 trilhão em criptomoedas desapareceu em apenas seis meses

fuga dos investimentos arriscados reduziu pela metade o preço do bitcoin e outras criptomoedaseliminando mais de US$ 1 trilhão em dinheiro digital desde novembro. As oscilações selvagens são bastante comuns com as criptomoedas, mas mesmo os investidores experientes cambalearam quando o bitcoin caiu 29% em uma sequência de sete dias de perdas, enquanto uma stablecoin – uma parte do mundo das criptomoedas que alardeia sua estabilidade – desabou inesperadamente.

O valor representa uma perda de 57% do valor na comparação com recorde registrado em novembro de 2021.

A queda implica que a maioria dos fundos e pessoas que investiram em bitcoin nos últimos meses estão com prejuízo.

Outras criptomoedas também não ficaram imunes à tendência, com o mercado em seu conjunto avaliado em quase US$ 1,5 trilhão, contra US$ 3 trilhões investidos no principal momento do setor, segundo os dados da Coingecko, que registra mais de 13 mil criptomoedas.

Prudência, lockdown e juros

A queda no setor está vinculada à prudência dos investidores pelo temor relacionado à guerra na Ucrânia, o confinamento na China e a adoção de uma política monetária restritiva nos Estados Unidos.

A tendência afeta ainda os títulos das empresas de tecnologia, cujo desempenho foi beneficiado pelas políticas monetárias expansivas durante a pandemia.

“A correlação do bitcoin com a Nasdaq”, o índice da Bolsa americana para o setor de tecnologia, “está no máximo”, destacaram os analistas especializados em blockchain do portal Kaiko.

Com a volatilidade dos criptoativos é difícil projetar qual será a evolução do bitcoin.

Em 2021, o bitcoin ficou temporariamente abaixo dos US$ 30 mil em junho e julho, antes de voltar a ganhar força e atingir o máximo histórico em novembro, a US$ 69 mil

Um indício da importância do setor: nos últimos anos dois países, El Salvador e a República Centro-Africana adotaram esta moeda como divisa oficial, apesar das críticas dos organismos financeiros internacionais.

O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, anunciou que o país aproveitou a desvalorização para comprar mais criptomoedas, adicionando 500 unidades a seu fundo.

Desde sua criação em 2009, a criptomoeda se desenvolveu em um contexto de taxas de juros muito reduzidas.

Agora, o Banco Central americano alertou sobre futuros aumentos da taxa básica de juros para conter a inflação.

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