ARACAJU/SE, 18 de maio de 2024 , 5:00:43

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Governo do Estado aponta déficit em caixa de quase R$ 950 milhões

O governo do Estado rebateu as afirmações de alguns sindicatos de que possui recursos sobrando em caixa e que não paga o reajuste dos servidores "por que não quer". De acordo com a Secretaria de Comunicação do governo, os recursos apontados pelos sindicalista são provenientes de convênios para obras e ações específicas que não podem ser desviados para pagamento de pessoal.

 

Em Entrevista Coletiva realizada na manhã da última sexta-feira, 16, o presidente do Sindicato dos Fisco do Estado de Sergipe (SINDIFISCO), Paulo Pedrosa, alegou que após o pagamento de todas as despesas, o Estado de Sergipe acumulou um saldo positivo de R$ 287 milhões de janeiro até agosto deste ano. Na ocasião, Pedrosa afirmou que não seria por falta de receita que o Estado viria atrasando e parcelando o salário dos trabalhadores e servidores públicos do Governo, mas sim devido a uma política de desvalorização dos trabalhadores e achatamento salarial.

 

Ainda de acordo com o governo do Estado, os sindicatos já receberam esse esclarecimento por diversas vezes mas, afirma a nota divulgada pela Secom, "eles insistem em espalhar essa informação falsa apenas com o intuito de desgastar a imagem do governo perante os servidores".

 

A situação financeira do governo do estado de Sergipe, segundo a nota, acompanha a dos demais estados brasileiros e é de desequilibro devido aos altos custos, principalmente com o déficit da previdência social que vem crescendo de forma exponencial nos últimos sete anos. Esse ano o déficit ficará em torno de R$ 950 milhões e em 2016 a previsão é que passe de R$ 1,1 bi.

 

"O governo do estado está focado em cumprir a meta estabelecida de sair do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal para cumprir os PCCVs acordados com diversas categorias, e para isso, vem fazendo um ajuste fiscal significativo, cortando na carne, diminuindo despesas e enxugando aonde é possível. Esses PCCVs irão atender demandas históricas de diversas categorias de funcionários públicos estaduais, mas principalmente, daquelas que mais precisam de valorização e que ganham menos", 

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