Professores cobram do Governo pagamento referente a 7 dias de pontos cortados

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Sergipe (Sintese), em assembleia realizada na manhã desta terça-feira (24), elevou o tom do discurso contra o governo do Estado sobre o corte do pagamento referente a sete dias da greve deflagrada no primeiro semestre deste ano.

 

Segundo a categoria, o Governo prometeu que iria pagar até o final de dezembro aos professores. “Vamos aguardar, porém, se o Estado não fizer o pagamento, o ano letivo das escolas não será fechado e, infelizmente, os alunos serão prejudicados. Se o Governo prometeu ele tem que cumprir. Os setes dias foram cortados de maneira injusta e os professores querem a devolução”, disse Roberto Silva, diretor da entidade.

 

Aposentados

 

Durante a assembleia, que reuniu centenas de docentes, outro ponto abordado foi sobre os salários dos professores aposentados, já que o Governo anunciou que pagará as remunerações no dia 11 de dezembro.

 

“Os professores em atividade receberão no final deste mês e os inativos também têm direito a receber. O Governo anunciou que os salários dos docentes aposentados só serão pagos no dia 11, assim como o dos outros servidores do Estado, mas somos totalmente contra isso. O Sintese, inclusive, já entrou na justiça com um mandado coletivo e estamos esperando uma decisão”, expôs Roberto.

 

Paralisação nos municípios

 

Roberto revelou ainda que, já na próxima quinta-feira (26), os professores que atuam em municípios sergipanos, com exceção de Aracaju, farão paralisação de 24 horas, em protesto ao atraso e parcelamento dos salários. 

“A maioria dos Municípios está atrasando ou parcelando os salários dos professores da rede municipal. E isso é um absurdo. A educação tem recurso próprio e não tem porque atrasar as remunerações. Tem dinheiro para pagar os salários, mas os Municípios insistem que não tem. Então os professores da rede vão parar por 24h e faremos um ato em frente ao TCE, pedindo que as contas das Prefeituras sejam bloqueadas. Tudo isso é falta de planejamento e compromisso”, declara o diretor do Sintese.

 

Resposta

 

A equipe de reportagem da AJN1 não conseguiu entrar em contato com a assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado da Educação para se pronunciar sobre o assunto.