Em uma década, o faturamento do setor de eventos cresceu 92,5%. Desde o primeiro levantamento do segmento, realizado entre 2001 e 2002, o salto foi de 355,9%. Com faturamento de R$ 813,5 bilhões — o equivalente a 4,6% do PIB brasileiro —, o setor reúne cerca de 300 mil empresas e gera em torno de 12,7 milhões de empregos. Os dados fazem parte do III Dimensionamento do Setor de Eventos no Brasil (2024/2025).
Segundo o levantamento, a maioria dos espaços do setor de eventos é composta por microempresas, que representam 73,1%, e por empresas de pequeno porte, que correspondem a 22,8%.
“O setor de eventos é uma das estratégias mais dinâmicas da economia de serviços, com 300 mil empresas, mais de R$ 813 bilhões de faturamento e 12,7 milhões de empregos gerados. Os pequenos negócios são a base deste setor, são eles que ativam economias locais, atraem turistas com experiências e destinos inovadores, valorizando a identidade e a cultura local e incentivando cadeias produtivas inteiras, de alimentação e hospedagem a audiovisual, transporte e marketing, dinâmica dos eventos traz ganhos que vão além do faturamento imediato, como visibilidade de marca e geração de conexões. O evento não é só o momento em si, ele gera impacto antes, durante e depois, movimentando uma rede inteira de pequenos negócios e deixando legado econômico no território, com inclusão, renda e cidadania”, afirma o presidente do Sebrae Nacional, Rodrigo Soares.
Os dados consolidados apontam ainda que o setor de eventos brasileiro recebeu um público de 1,7 bilhão de pessoas no biênio 2024/2025.
O estudo foi desenvolvido ao longo de 15 meses (de setembro de 2024 a dezembro/2025), com base em levantamento primário de dados e integração de bases secundárias, permitindo estimar a dimensão econômica, o perfil das empresas e as dinâmicas regionais do setor e inclui eventos culturais, esportivos, religiosos e corporativos, como congressos e feiras. A iniciativa é liderada pelo Sebrae Nacional, com execução técnica do Observatório da Indústria do Ceará (FIEC/SENAI Ceará) e articulação institucional, mobilização do setor e construção das diretrizes estratégicas do estudo da Associação Brasileira de Empresas de Eventos (ABEOC Brasil).
“Estamos falando de um setor que movimenta centenas de bilhões de reais, gera milhões de empregos e agora passa a contar com dados atualizados e consistentes para orientar decisões estratégicas”, ressalta Enid Câmara de Vasconcelos, presidente da ABEOC Brasil.
Fonte: O GLOBO





