ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 1:05:00

Estreito de Ormuz será reaberto imediatamente caso haja acordo entre EUA e Irã, afirma Trump; país asiático nega negociações em andamento

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta segunda-feira (23), que o Estreito de Ormuz será reaberto “imediatamente” caso Washington e Teerã cheguem a um acordo nas negociações em curso. Segundo o republicano, a retomada da navegação ocorreria sem demora e poderia incluir um modelo de “controle conjunto” entre os dois países.

“Isso [Estreito de Ormuz] será reaberto muito em breve, se tudo correr bem”, disse.

Questionado sobre quando a navegação poderia ser normalizada, caso o acordo seja alcançado, Trump respondeu: “Imediatamente”.

A declaração foi dada a jornalistas antes de uma viagem oficial, após questionamentos sobre o futuro da principal rota energética do mundo, responsável pelo escoamento de cerca de 20% do petróleo global.

Trump indicou que as conversas com o Irã têm sido “produtivas” e sugeriu que ele próprio poderia participar da supervisão da passagem ao lado do líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei.

Escalada do conflito

O impasse ganhou força depois de um ataque coordenado por Estados Unidos e Israel que matou o então líder supremo iraniano, Ali Khamenei, no fim de fevereiro.

Desde então, ameaças mútuas se intensificaram, incluindo a possibilidade de novos bombardeios e o bloqueio total da passagem marítima.

Durante o final de semana que marca as vésperas de um mês de guerra, o conflito escalou consideravelmente.

No sábado (21), o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que as ofensivas contra o Irã serão ampliadas, com foco em alvos estratégicos e lideranças do regime.

Em resposta, Teerã reiterou que utilizará “todos os meios necessários” para defender o país e manter o controle sobre o estreito.

Trump afirmou que os EUA estão próximos de atingir seus objetivos, mas condicionou uma desescalada efetiva à reabertura do Estreito de Ormuz — ponto central para a estabilidade energética global.

Irã nega negociações

Apesar do tom otimista de Washington, o governo iraniano nega qualquer negociação em andamento. Segundo uma agência de notícias ligada à Guarda Revolucionária, um alto funcionário de segurança afirmou que não há diálogo com os EUA e que a sinalização de recuo norte-americano estaria ligada à pressão dos mercados financeiros diante da escalada do conflito.

Mais cedo, Trump anunciou a suspensão, por cinco dias, de eventuais ataques a instalações energéticas iranianas, citando avanços nas conversas. Teerã, por sua vez, interpretou a decisão como resultado de ameaças militares “sérias e credíveis” feitas pelo país persa.

Fonte: Metrópoles

 

 

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