ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 3:06:09

Famílias do Largo da Aparecida são alojadas em hotel

Da redação, AJN1

Com o acumulado das chuvas, que em 48h chegou aos 100 milímetros, áreas da capital já começam a ser afetadas. No Largo da Aparecida, no bairro Jabotiana, famílias estão sendo retiradas dos imóveis e levadas para um hotel na Orla de Atalaia, enquanto os movéis e utensílios estão sendo transportados para um galpão, que será monitorado pela Guarda Municipal para evitar furtos e arrombamento.

Até a noite de ontem (20), as equipes da Prefeitura de Aracaju já haviam encaminhadas 32 adultos e 23 crianças para o hotel. Antes de serem acomodados, todas as famílias passaram por uma avaliação médica como medida preventiva para o coronavírus. De acordo com Elton Coelho, da Secretaria de Comunicação de Aracaju, a Prefeitura vai ofertar as refeições e material de higiene pessoal.

Na manhã desta quinta-feira (21), as águas do rio Poxim Mirim já haviam avançado por várias ruas do Largo da Aparecida, chegando a praça do Crass e invadindo a Unidade Básica de Saúde (UBS) Madre Tereza de Calcutá, onde lâmina d’água já chegava a cinco centímetros.

Como existe a previsão de mais chuvas para hoje, equipes da Defesa Civil, Secretaria de Assistência Social, Saúde, Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) e Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) permanecem monitorando a localidade e conversando com os moradores sobre a saída deles, seja para serem alocados no hotel ou casa de familiares. Além disso, as equipes estão auxiliando na retirada dos móveis.

De acordo com a secretária da Assistência Social de Aracaju, Simone Passos, foram levadas para o hotel, prioritariamente, idosos, pessoas com deficiência ou com dificuldade de locomoção (gestantes e famílias com crianças). “Nos antecipamos à situação. Recebemos o alerta da Defesa Civil e após uma reunião com o Comitê de Gerenciamento de Crise, decidimos retirar essas pessoas de suas residências e levá-las para um lugar seguro para evitar aglomerações por conta da pandemia do novo coronavírus. Os pertences dessas famílias serão recolhidos pela Empresa Municipal de Serviços Urbanos, a Emsurb, e levados para um galpão da secretaria”, explicou a secretária, acrescentando que a alimentação e a estada estão garantidos pelo tempo que a Defesa Civil considerar necessário e seguro.

Reprise

Os moradores do Largo da Aparecida reclamam que entra ano e sai ano e a situação se repete, com as águas do rio tomando ruas e casas da localidade. Eles alegam que com a construção de prédios nos fundos a situação se agravou. “Todo ano é a mesma coisa. Depois da construção dos prédios nos fundos prejudicou tudo. Tô tirando as coisas e deixando na casa de parentes e vou para o hotel. Preciso trabalhar”, revelou um morador.

O coordenador da Defesa Civil de Aracaju, major Silvio Prado, informou que devido os impactos da chuva, a Prefeitura realizou a batimetria no rio, que é a mediçao da profundidade em todo o seu leito. O levantamento verificou que em dez anos o rio perdeu cerca de um metro de profundidade, ficando com uma capacidade menor de lâmina d’água em toda sua extensão. Ele lembrou que existe um estudo de viabilidade técnica para dragagem, retirada do assoreamento do leito do rio, para que tenha uma capacidade de absorção maior.

“O Poxim passa por Areia Branca, São Cristóvão e Socorro. Tem que ser uma ação integrada para dragagem do rio, obra vultuosa para controle de cheias”, concluiu.

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