ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 3:15:06

Governo ainda não tem certeza se pagará em dia a folha dos servidores referente a maio

Da redação, AJN1

Nem nos piores pesadelos, a humanidade iria imaginar que viveria tempos tão sombrios e incertos como esses dias atuais. É fato lamentável que a pandemia do novo coronavírus (covid-19) vem ceifando vidas e destruindo famílias, atribulando o psicológico das pessoas e, por conseguinte, desordenando economias mundo afora, sejam elas sólidas ou não. E não precisa viajar para outros lugares para certificar a devastação causada pelo vírus em vários segmentos da sociedade.

Em Sergipe, a economia já vinha em recessão há mais de seis anos, e a crise provocada pela covid-19 pode ser fatal para as finanças do Estado. Em tom pessimista, durante entrevista à Fan FM nesta quarta-feira (13), o secretário de Estado da Fazenda, Marco Queiroz, disse que o Governo ainda não tem certeza se pagará em dia a folha dos servidores referente ao mês de maio, em virtude do estado de calamidade pública provocado pela pandemia, a qual engrenou uma acentuada queda nas principais receitas do Estado.

Solidário, Marco Queiroz fez questão de frisar que todos os dias o governador Belivaldo Chagas está ao seu lado, fazendo contas, e que ele tem feito grande esforço para pôr a economia nos trilhos, mas as incertezas são profundas.

“O salário de abril foi pago e o de maio nós ainda estamos fazendo contas. Quem conhece o governador, sabe o compromisso que ele tem com a folha salarial. Qual líder mundial conseguiria antever uma crise dessa? Jamais pensaríamos que pudesse existir essa condição de estado de calamidade pública. Nós nos deparamos com uma pandemia de caráter mundial, que invade países, estados, as nossas casas, e causa todo o tipo de reflexo na economia. Nós estamos computando os recursos para pagar os salários. Esperamos ter os recursos para poder pagar aos servidores”, acredita Queiroz.

O gestor disse ainda que o Estado aguarda receber recursos do Governo Federal, garantidos pelo Projeto de Lei Complementar (PL 39/2019) que destinará R$ 10 bilhões aos entes federativos para áreas de saúde e assistência social para combate ao coronavírus. Desses, R$ 7 bilhões vão para estados, distribuídos pelos critérios de incidência da covid-19 e população. Os municípios ficarão com R$ 3 bilhões.

“Estamos aguardando. Esses recursos devem ser repassados em quatro parcelas. Ainda aguardando sanção do presidente”, conclui o gestor, sem revelar o valor da parcela.  

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