VENDA DE AÇÕES? - 29/08/2019 - 16:15

Governo manifesta interesse em ofertar ações do Banese

Foto: ASN

Da redação, AJN1

O governo do Estado enviou ao Banco do Estado de Sergipe (Banese), um ofício de nº 315/2019 manifestando interesse na realização de oferta pública envolvendo parte das ações de sua propriedade, podendo abranger 45% das ações ordinárias e 40% das preferenciais, observando-se, desta forma, o limite estatutário para a manutenção do controle acionário da instituição pelo Estado, bem como seus interesses econômicos. O documento foi publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (29).

Sobre o ofício, o Banese afirma, no texto publicado no Diário Oficial, que “manterá seus acionistas e o mercado informados sobre quaisquer novos atinentes à matéria em questão”.

Sem querer especular sobre possíveis vendas, o texto conclui e deixa claro que o ofício “tem caráter meramente informativo e não deve, em nenhuma circunstância, ser interpretado como, nem construir, uma recomendação de investimento ou uma oferta de venda, ou uma solicitação ou uma oferta de compra e quaisquer valores mobiliários de emissão do Banese.”

Privatização

Desde que assumiu o governo após a renúncia de Jackson Barreto, o governador Belivaldo Chagas manifestou interesse em vendar ações do Banese para tentar cobrir déficit nas finanças públicas. Cauteloso, Belivaldo disse, em dezembro de 2018, que “disponibilizar ações para venda no mercado de capital não pode ser encarada como privatização”.

No último dia 28 de agosto, o presidente do Banese, Fernando Mota, lembrou, diante da Tribuna da Assembleia Legislativa, que o tema da privatização vem sendo debatido desde 1986, como advento do plano cruzado. “De lá para cá nada disso aconteceu porque o banco é uma instituição consistente, forte e que tem boa atuação no estado de Sergipe. A instituição financeira é rentável e não tem motivo para privatizar”, declarou Fernando Mota.

No entanto, Fernando Mota ressaltou que, embora o Estado seja acionista majoritário, “o governador quer reduzir parte dos números de ações que detém para poder se beneficiar. Esse processo de venda ou aumento de capital é para fortalecer o banco. Então, não tem o que se falar em privatização”, destacou, afirmando que o Estado vai ter o percentual permitido para manter a autonomia das ações que será de 51%.

Aval do Conselheiro

Até o conselheiro Clóvis Barbosa emitiu opinião a respeito da possibilidade de venda de ações do Banese por parte do Governo do Estado. Clóvis é o conselheiro responsável pela área de controle e inspeção que inclui o Banese e vê como positiva a oferta pública de ações do Banco.

“Um fato altamente positivo, demonstrando que o acionista controlador, que o é Governo, tem intenção de preservar e fortalecer o Banco, isso não tem nada a ver com o conceito de privatização”, ressaltou o conselheiro durante sessão do Pleno em 15 de agosto.

Sem retorno

Até o fechamento desta edição, a AJN1 não obteve retorno da assessoria de comunicação do Banese para comentar o ofício.

Leia o ofício na íntegra: