A ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirmou, nessa quinta-feira (17), que vai atualizar a portaria sobre regras de transplantes. A declaração foi dada a jornalistas em cerimônia no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre fornecer medicamento de alto custo no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida ocorre após seis pessoas testarem positivo para o vírus HIV, depois de terem recebido órgãos transplantados na rede estadual do Rio de Janeiro.
“Sempre foram muito rígidos os exames que tinham que ser feitos e tudo mais, mas nós queremos avançar nos testes, na arte, em toda a rede. Queremos avançar nos instrumentos para aperfeiçoamento. Então, a portaria tem a ver com isso”, explicou a ministra.
Segundo ela, caberá à Polícia Federal, à polícia no Estado do Rio de Janeiro, a parte investigativa. A Secretaria de Saúde do estado identificou que os casos ocorreram com dois doadores diferentes. As notificações foram recebidas nos dias 13 de setembro e 2 de outubro deste ano. O caso foi descoberto após um dos pacientes transplantados apresentar sintomas neurológicos. Com isso, foram pesquisados os quadros de outros receptores.
“Há que fazer uma profunda investigação desse fato lamentável no Rio. Quero dizer que não é a portaria que vai resolver as questões, mas nós já estávamos atualizando porque é uma política de 14 anos”, disse.
Na questão do Rio, a ministra afirmou trabalhar “com cuidado com as pessoas que infelizmente passaram por esse processo inadmissível de receber um órgão com infecção por HIV, e também de fazer uma auditoria em todos os processos relacionados a esse laboratório. Isso é o que nos compete”.
Secretaria diz que o caso é inadmissível
A Secretaria de estado de Saúde considerou o caso “inadmissível” e afirmou ter criado uma comissão multidisciplinar para acolher os pacientes afetados, além de tomar medidas para garantir a segurança dos transplantados.
Segundo o governo do estado, o laboratório particular, contratado por licitação pela Fundação Saúde para atender o programa de transplantes, teve o serviço suspenso. Agora, os exames voltam a ser feitos pelo Hemorio.
Fonte: R7






