ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 1:45:17

HC evidencia números que ratificam continuidade da intervenção

Da redação, AJN1

Em nova audiência realizada nesta quarta-feira (6) pela Promotoria de Justiça do Terceiro Setor, na sede do Ministério Público de Sergipe (MPE), a interventora da Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (FBHC), Márcia Guimarães, apresentou um balaço das ações executadas ao longo desses 12 meses em que está à frente da unidade hospitalar, após determinação judicial. Os números foram considerados positivos e o MPE vai solicitar a prorrogação da intervenção, como fora divulgado semana passada.

Diante de representantes do MPE e MPF, Márcia Guimarães mostrou que, de novembro a outubro, após a intervenção, houve aumento de 360% no oferecimento de atendimento aos pacientes que precisam de quimioterapia. “Reativamos de forma prioritária os serviços, vigiando para não ter falhas, fortalecendo com equipe multiprofissional, e nos baseado no relatório de auditoria do Dena SUS e Focus, os pontos que eles alertaram ser deficientes. A gente vem tratando na medida do possível”.  

Obras retomadas

Márcia evidenciou ainda que algumas obras que estavam paralisadas foram retomadas após a  intervenção, orçadas em R$4,5 milhões, incluindo aí a compra de equipamentos e insumos cirúrgicos, de ambiência, entre outros. “Colocamos de volta a Unidade Vascular Avançada (UVA), que é a nossa urgência cardiológica. Nós somos a única porta de entrada da urgência para pacientes infartados, todos eles são trazidos e regulados pelo Samu. O investimento foi baseado em prioridades”, conta a interventora.

Avaliação positiva

Diante de tantos números positivos, a promotora Ana Paula Machado reafirmou que ainda esta semana vai formular o pedido ao Juízo da 7ª Vara Cível para prolongar o período de intervenção por mais um ano. “Os elementos são importantes porque esse relatório foi analisado e trouxe informações de dados importantes. A intervenção tem sido positiva e é preciso avançar ainda mais, porque há decisões judiciais que estão sendo cumpridas pela interventora”, colocou.

Por que da intervenção?

A pedido do MPE, o TJ decretou, em novembro de 2018, a intervenção estadual no Hospital de Cirurgia, determinando o afastamento de toda a diretoria, composta, à época, pelo presidente Milton Souza de Santana, dos tesoureiros Gilberto dos Santos e Luciano Passos de Souza e do primeiro secretário José Augusto Santos da Silva. 

O MPE acusa os ex-integrantes da diretoria por suposta prática criminosa, que envolve improbidade administrativa e desvio de finalidade da instituição, criada com o objetivo de prestar atendimento à saúde sem fins lucrativos.

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