Saúde

Hospital de Cirurgia chega a 52 cirurgias cardíacas minimamente invasivas

12/09/2026 às 07:48

 

O Hospital de Cirurgia (HC) alcançou a marca de 52 cirurgias cardíacas minimamente invasivas realizadas em Sergipe desde a implantação da técnica, em dezembro de 2023. Pioneira no estado e atualmente única instituição sergipana a oferecer o procedimento, a unidade filantrópica também ampliou a equipe habilitada, que passou de um para quatro cirurgiões cardiovasculares.

A evolução do serviço foi um dos destaques do I Simpósio Sergipano de Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva (MICS), realizado nos dias 4 e 5 de setembro. O encontro reuniu especialistas de Sergipe e de outros estados para discutir avanços tecnológicos, novas técnicas e experiências relacionadas à cirurgia cardíaca minimamente invasiva, além de integrar profissionais de diferentes áreas envolvidas no atendimento aos pacientes.

Com o tema “Cuidar da Vida: Ciência, Humanização e Esperança”, o simpósio abordou temas como cirurgia cardíaca minimamente invasiva, cirurgia robótica, cirurgia cardiovascular, anestesiologia, ecocardiografia, perfusão e cuidados pós-operatórios.

Realizado pelo Instituto de Educação e Eventos (IEC), o evento teve apoio institucional do Hospital de Cirurgia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e da Sociedade Médica de Sergipe.

Pioneirismo

Chefe do Serviço de Cirurgia Cardíaca do Hospital de Cirurgia, o médico Roberto Cardoso foi responsável pela conferência de abertura e destacou o pioneirismo da instituição na adoção da técnica.

“O primeiro Simpósio de Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva de Sergipe é apoiado pelo Hospital de Cirurgia, pioneiro em todos os procedimentos relacionados com a cirurgia cardíaca e não poderia ser diferente com a minimamente invasiva. O Cirurgia é único hospital no estado que faz esse tipo de procedimento com uma equipe extremamente capacitada e especializada para o desenvolvimento dessa técnica”, afirmou.

Segundo o médico, a próxima etapa é ampliar o acesso à técnica em Sergipe, especialmente entre pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“O Hospital de Cirurgia, com o pioneirismo, quer agora expandir, crescer e ampliar para a cidade todo o benefício que hoje a gente presta para os pacientes do SUS que são atendidos no Cirurgia”, ressaltou.

De um para quatro habilitados

A cirurgia cardíaca minimamente invasiva começou a ser realizada em Sergipe pelo Hospital de Cirurgia em 21 de dezembro de 2023, quando foi feito o primeiro procedimento do tipo no estado. Na época, o médico Wilson Felix era o único cirurgião habilitado para a técnica em Sergipe.

Em janeiro de 2025, o hospital contabilizava dez procedimentos. Desde então, o serviço avançou e chegou às atuais 52 cirurgias, realizadas por quatro profissionais habilitados: Wilson Felix, Ivan Espínola, Rafael do Amor e Roberto Cardoso.

A técnica utiliza pequenas incisões em vez da abertura convencional do tórax, que pode exigir um corte de até 25 centímetros. Em pacientes selecionados para esse tipo de procedimento, a abordagem pode contribuir para reduzir sangramento e dor no pós-operatório, diminuir o período de internação e acelerar a recuperação.

Integração entre especialidades

Cirurgiã cardíaca do Hospital de Cirurgia e integrante da comissão organizadora do simpósio, Leila Nogueira destacou a importância do encontro para o desenvolvimento da cirurgia cardiovascular em Sergipe.

“O Simpósio Sergipano de Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva é um marco no tratamento cardiovascular do nosso estado. A gente contou com o apoio institucional do Cirurgia para realização deste evento, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardíaca e da Sociedade Médica de Sergipe”, afirmou.

A médica também ressaltou a participação de diferentes profissionais no processo de aprimoramento dos procedimentos.

“É de extrema importância a reunião não só de cirurgiões, mas de outras especialidades médicas e da equipe multiprofissional, para que a gente consiga cada vez mais melhorar o resultado da cirurgia cardíaca, comparando até com grandes centros mundiais”, acrescentou.

Trajetória na cardiologia

A implantação da cirurgia minimamente invasiva integra uma trajetória de pioneirismo do Hospital de Cirurgia na cardiologia sergipana. A instituição foi responsável pela realização da primeira cirurgia cardíaca e do primeiro implante de marca-passo do estado, além do primeiro transplante cardíaco das regiões Norte e Nordeste.

O hospital também implantou o primeiro Laboratório de Hemodinâmica de Sergipe, realizou o primeiro cateterismo e mantém programas de residência médica em Cardiologia e Cirurgia Cardiovascular.

Habilitado pelo Ministério da Saúde como referência cardiológica para atendimento pelo SUS em Sergipe, o Hospital de Cirurgia dispõe de Serviço de Hemodinâmica, centro cirúrgico exclusivo para Cardiologia, UTI Cardiológica, unidade especializada no atendimento a pacientes infartados, ambulatório e serviços de diagnóstico.

Diretor Técnico do Hospital de Cirurgia, Rilton Morais destacou a importância da cardiologia para a instituição e a participação no simpósio.

“O Hospital Cirurgia é um dos apoiadores desse evento com muito orgulho porque um dos elementos principais do funcionamento do Cirurgia é a cirurgia cardíaca, é a cardiologia. Somos referência no estado, no Nordeste e no país nessas especialidades”, destacou.

Sobre a programação científica, o diretor também ressaltou a combinação entre conhecimento técnico e humanização no atendimento.

“Tivemos uma apresentação de abertura do Dr. Roberto Cardoso, que é o chefe do Serviço de Cirurgia Cardíaca, onde mostrou não somente a ciência, mas a humanidade e o amor ao próximo, que são os grandes valores do nosso hospital”, concluiu.

*Com informações Ascom HC

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