ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 4:16:34

Inverno generoso contribui para redução da seca em Sergipe

 Da redação, AJN1

O ‘Monitor de Secas’ – instrumento de acompanhamento regular e periódico da situação da seca no Brasil, coordenado pela Agência Nacional de Águas (ANA) –, informou que Sergipe apresentou, no mês de junho, uma vertiginosa redução da condição de seca, devido à persistência de chuvas acima da média na faixa Leste, o que se refletiu na melhora da cobertura vegetal, algo que vem acontecendo nos últimos quatro meses, principalmente nas regiões próximas do litoral.

O estudo aponta ainda que, em parte do Sertão, mais precisamente numa faixa tênue no extremo Oeste do Estado, apesar do cenário favorável de chuvas acima da normalidade no mês de junho, persiste a condição de seca fraca, classificada, no mapa da ANA, na cor amarela, enquanto as demais regiões do Estado não apresentam sintomas de seca, caracterizado no mapa na cor branca.

Os impactos, segundo a ANA, são a longo prazo.

Ainda na região Nordeste, a seca fraca (S0) avançou na Bahia e sul do Piauí em virtude das anomalias negativas de precipitação registradas nos últimos meses. Houve, ainda, recuo da seca fraca, além de Sergipe, nos estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Ressalta-se ainda que, em parte do Sertão nordestino, apesar do cenário favorável de chuvas acima da normalidade no mês de junho, persiste a condição de seca moderada (S1) de longo prazo, associada a déficits de precipitação acumulada em período superior a 18 meses, que ainda refletem a ocorrência de impactos hidrológicos.

Outras regiões do Brasil

Na Região Sudeste, devido às anomalias negativas de chuva e piora nos indicadores, houve aumento da área com seca fraca (S0) no Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Na Região Sul, devido às chuvas acima da média, ocorreu melhora da condição de seca nos três estados, marcada pela expressiva diminuição das áreas com secas grave (S2) e moderada (S1) no noroeste e centro-oeste gaúcho, bem como o recuo da seca fraca (S0) no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que aumentou o percentual de área livre da ocorrência do fenômeno.

Na Região Centro-Oeste, devido à piora nos indicadores no último mês, houve avanço das secas fraca (S0) e moderada (S1) em Mato Grosso e Goiás. Por outro lado, houve recuo da seca moderada (S1) no sul de Mato Grosso do Sul, em decorrência de chuvas acima da média. Vale ressaltar que persiste o cenário de seca intensa (S2/S3/S4) em algumas áreas da região, em decorrência dos déficits de chuva acumulados em longo prazo (superior a 12 meses).

Em Tocantins, único estado da Região Norte monitorado até agora, em função da piora nos indicadores houve um pequeno aumento da área com seca fraca (S0) no norte e sul, bem como uma intensificação da seca numa porção do oeste do estado, onde a seca passou de fraca (S0) a moderada (S1).

 

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