ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 1:38:51

Jovens desenvolvem aplicativo de combate ao Aedes

Pode sair do município sergipano de Santa Luzia do Itanhy para o mundo um aplicativo de celular focado na mobilização da comunidade no monitoramento e controle epidemiológico do mosquito Aedes Aegypti, um dos principais vetores de doenças tropicais como dengue, zika, chikungunya e febre amarela. O app já está sendo desenvolvido. No último dia 29 de outubro, diretores da Bayer estiveram em Sergipe para assinatura de um acordo de colaboração com o Instituto de Pesquisa em Tecnologia e Inovação (IPTI) e a fabricante de equipamentos Guarany, para o desenvolvimento do aplicativo.

A cerimônia de assinatura aconteceu em Santa Luzia do Itanhy, onde fica a sede do IPTI e onde a nova ferramenta tecnológica já está em fase de desenvolvimento e, em breve, será testada. O aplicativo faz parte do projeto “Mais fortes que a Zika”, lançado pela Bayer em 2017 com base em três pilares: promoção da saúde materna e da criança, defesa de direitos sexuais e de reprodução, e a prevenção de infecção por meio da otimização do controle do vetor.

“Nesse novo momento, vamos investir em meios de conscientização que mostrem o quanto as ferramentas modernas – como a digitalização de processos e técnicas de aplicação – podem contribuir efetivamente para a promoção de ambientes mais saudáveis para melhorar a vida das pessoas”, afirma Dirceu Ferreira Júnior, diretor do Centro de Expertise em Agricultura Tropical (CEAT) da Bayer, área responsável por promover inovação para os desafios tropicais. “Em um mundo que evolui tão rapidamente, nós estamos constantemente explorando novos caminhos para entregar soluções melhores e mais sustentáveis para o benefício de nossos clientes, de nossa sociedade e de nosso planeta”, completa.

Saúde Pública

Responsável pela área de Relacionamento Institucional e Novos Negócios do IPTI, Saulo Barreto explica que o app trata-se de uma tecnologia social pensada para um projeto de saúde pública, feito com e para a comunidade. “As pessoas serão os verdadeiros agentes da mudança em seus bairros. No fim do dia, o engajamento de todos é que fará a diferença”, afirma. “Com o sucesso da iniciativa, o aplicativo deve ir de Sergipe para o mundo, ganhando escalabilidade. Nossa intenção é que a ferramenta esteja disponível em todo o Brasil e até em outro países em breve”, completa.  

O lançamento do aplicativo, que será gratuito, está previsto para 2020. A proposta é que a população participe de um game online com o registro de informações e fotos de pontos de risco (objetos ou locais com água parada) próximos a sua geolocalização. Por meio de modelos preditivos, o sistema transforma os dados cadastrados em mapas de calor, permitindo uma ação mais assertiva na eliminação dos criadouros. Toda essa dinâmica está sendo criada por um grupo de 10 jovens selecionados pelo IPTI, participantes de um de seus projetos, o CLOC (Criatividade, Lógica, Oportunidade, Crescimento), que transforma jovens da comunidade que tiveram pouco ou quase nenhum contato com linguagem de programação em profissionais prontos para disseminarem conhecimentos e até desenvolverem softwares criativos e sofisticados para o mercado global.

Da assessoria de imprensa.

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