O Grupo LATAM projeta encerrar o ano de 2026 com uma frota total de 410 aeronaves, consolidando-se como um dos doze maiores operadores aéreos do mundo. Após finalizar 2025 com 371 aviões em operação, a companhia pretende acelerar sua expansão com a entrada de 41 novas unidades ao longo de 2026, focando em eficiência de combustível e maior capilaridade regional.
Como informa o Aviacionline, uma das principais novidades para este ano será a introdução de modelos da Embraer na frota do grupo, que até então era predominantemente composta por aeronaves da Airbus no segmento de corredor único.
Os novos jatos da família E-Jet E2, equipados com motores Pratt & Whitney GTF (Geared Turbofan), trarão redução de ruído de até 75% e melhora superior a 17% no consumo de combustível em comparação com a geração anterior. Esses aviões serão dedicados a fortalecer a conectividade no mercado doméstico brasileiro, operando em aeroportos com menor demanda ou pistas mais curtas, onde os Airbus A320 apresentam limitações.
Essa estratégia visa a otimizar a malha aérea nacional e a disputar segmentos onde a Azul Linhas Aéreas atualmente detém vantagem, graças à sua frota diversificada. O planejamento para o segundo semestre de 2026 já inclui a operação desses jatos em rotas transversais, que evitam os principais centros de conexão em São Paulo e Brasília.
Além disso, o LATAM está programado para receber seu primeiro Airbus A321XLR em 2027. Esse modelo de alcance extra longo é capaz de voar até 4.700 milhas náuticas (8.700 quilômetros), possibilitando a abertura de rotas transcontinentais a partir de cidades como Santiago do Chile, Lima ou Bogotá para destinos no leste dos Estados Unidos ou Caribe, com custos operacionais comparáveis aos de aeronaves de corredor único.
O plano estratégico da companhia prevê que, até 2030, pelo menos metade da frota seja composta por modelos de última geração, com mais de 130 novas aeronaves encomendadas nos próximos quatro anos. Essas aeronaves contarão com sistemas avançados de aviônica e maior uso de materiais compostos para redução de peso estrutural.
No segmento de longo curso, a empresa mantém o compromisso com o Boeing 787 Dreamliner, cuja integração é fundamental para atender às normas ambientais internacionais, como o CORSIA (Carbon Offsetting and Reduction Scheme for International Aviation).
Esses aviões apresentam emissões de CO2 entre 20% e 25% inferiores, atendendo às crescentes exigências dos mercados europeus em que o grupo atua.
Fonte: Aeroin







