PETRÓLEO CRU - 04/10/2019 - 16:09

Mancha de óleo chega à Coroa do Meio e Adema interdita praia

Fotos: Adema

Da redação, AJN1

O petróleo cru que atinge praias do litoral nordestino desde o último dia 2 de setembro continua se espalhando. Em Sergipe, segundo os registros oficiais, já foram atingidas as praias de Mosqueiro e Atalaia, em Aracaju; Praia do Pirambu, no município de Pirambu; Praia do Jatobá, na Barra dos Coqueiros, da Ponta dos Mangues, do Porto, Atalaia Nova e Praia da Costa, no município de Barra dos Coqueiros; e Praia do Abaís, em Estância.

Nesta sexta (4), o óleo negro chegou em grande quantidade à praia da Coroa do Meio, zona Sul da capital, obrigando a Adema interditar o local para banhistas.  

Equipes da Adema, Petrobras, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Marinha realizaram inspeções e coletaram amostras da água para a realização de análise e posteriormente atestar ou não a sua balneabilidade.

Das três equipes, compostas por técnicos ambientais e laboratoriais, duas percorreram o Litoral Sul, da praia da Coroa do Meio em Aracaju até a Praia do Saco em Estância e, outra fez o trecho do Litoral Norte, da Praia da Costa na Barra dos Coqueiros até o município de Pirambu.

Até amanhã, a Adema vai emitir um laudo sobre as condições de balneabilidade das praias e quais as praias que estão aptas para o banho.

 O laboratório da Marinha, que fica no estado do Rio de Janeiro, está fazendo análises diárias das coletas de amostras dos locais afetados pelo óleo.

Óleo já chegou à praia da Coroa do Meio

“Estamos fazendo a análise da água para testar a balneabilidade de cada uma. As partes das praias onde foram encontradas as manchas serão isoladas. As equipes trabalham sob regime de plantão para fazer a coleta da água e amanhã teremos o resultado da balneabilidade, mas hoje elas ficarão interditadas para que as equipes possam fazer o trabalho no que se refere a esses impactos”, explica o diretor-presidente da Adema, Gilvan Dias.

Segundo a Petrobras, trata-se de petróleo cru e não é não é da bacia sedimentar do Brasil.

Balanço regional

Até o momento, segundo o Ibama, 115 localidades de 55 municípios em todos os estados nordestinos registraram a presença do óleo negro.

Investigação

A Polícia Federal do Rio Grande do Norte instaurou inquérito para investigar possível crime ambiental após o surgimento de manchas. O inquérito visa apurar a origem das manchas.

“A ação foi tomada tão logo surgiram as primeiras informações, na imprensa nacional, sobre o fato; bem como sobre a possibilidade da ocorrência de eventual dano ambiental de grandes proporções na região”, diz em nota a PF-RN, acrescentando que as investigações contam com a participação de Ibama, Marinha, Universidade Federal de Pernambuco e Ministério da Defesa.