Da redação, AJN1
Novas manchas de óleo foram encontradas nesta segunda-feira (28), na praia Formosa, em Aracaju. No fim de semana, as substâncias também apareceram nas praias da Cinelândia e Atalaia. Os resíduos, derivados de petróleo, não ficaram muito tempo expostos na areia, isso porque soldados do Exército e integrantes do projeto Praia Limpa recolheram o material.
Segundo a Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), até o momento, quase 900 toneladas de petróleo foram retiradas somente das praias de Sergipe. O material está sendo levado para uma área da unidade da Petrobras em Carmópolis.
Aparição
As manchas de óleo começaram a ser vistas desde o dia 2 de setembro no litoral nordestino, chegando a Sergipe de modo visível no dia 24 de setembro. A partir de então, equipes de diversos órgãos se mobilizaram para dar resposta ao problema.
Toda a extensão do litoral sergipano foi atingida pelo óleo, se estendendo ainda para os estuários dos rios Sergipe, Vaza-Barris, Piauí, Real, Japaratuba e São Francisco, causando diversos impactos na fauna e flora marítima, bem como danos, prejuízos e impactos ambientais, sociais e comercias.
Plano de Resposta
O governo de Sergipe encaminhou o Plano Detalhado de Resposta à Secretaria Nacional de Defesa Civil, cujos recursos somam R$22 milhões para o custeio de atividades de limpeza, monitoramento, contenção e recolhimento do óleo derramado na costa litorânea. Por enquanto, foram liberados apenas R$2,5 milhões.
Ação do MPF
O Ministério Público Federal (MPF) entrou com recurso junto ao Tribunal Federal da 5ª Região (TRF5), em Recife, para obrigar o governo Federal a acionar o Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo (PNC), conforme a base técnica e científica que o fundamenta.
O MPF havia ajuizado ação na Justiça Federal de Sergipe em 18 de outubro, que emitiu decisão desfavorável.
O recurso formalizado hoje (28) é para que esta decisão seja reformada. Os pedidos abrangem toda a costa do Nordeste, da Bahia ao Maranhão.






