Esporte

Maratonista olímpico brasileiro, Daniel Nascimento segue desaparecido desde junho

28/07/2026 às 15:41

 

O maratonista Daniel Nascimento, de 27 anos, está desaparecido desde 19 de junho. A informação foi divulgada pela mãe do atleta nas redes sociais, onde ela pediu ajuda para encontrá-lo. Daniel disputou as Olimpíadas de Tóquio em 2021, representando o Brasil, e é recordista sul-americano em maratonas.

Segundo a publicação, Daniel deixou a casa onde morava com a mãe, em Paraguaçu Paulista, levando apenas uma mochila preta. Ela também relatou que o filho enfrentava problemas de saúde mental.

O ge entrou em contato com a mãe do atleta. Ela explicou que saiu de casa para trabalhar e deixou Daniel sozinho, em Paraguaçu Paulista, cidade do interior que fica a mais de 400 quilômetros de São Paulo. Ao retornar, porém, não o encontrou no imóvel e não teve mais notícias sobre o paradeiro do filho.

De acordo com a mãe, o maratonista passou a enfrentar um quadro de depressão após o caso de doping. Depois da suspensão, em 2025, Daniel passou a morar com ela e permaneceu no local até o dia do desaparecimento.

Sem informações confirmadas sobre o paradeiro do atleta, a família registrou um boletim de ocorrência nesta segunda-feira. A mãe afirmou ainda que uma pessoa relatou ter visto Daniel em uma rodovia entre Paraguaçu Paulista e Assis.

As imagens das câmeras da concessionária responsável pelo trecho ainda não haviam sido disponibilizadas. A família também procurou um advogado para acompanhar o caso e buscar acesso aos registros.

À polícia, a mãe relatou que o filho já havia desaparecido no início de 2026 e acabou sendo localizado posteriormente em Campinas.

Relembre o caso de doping

Em abril de 2022, Daniel Nascimento entrou para a história ao vencer a Maratona de Seul com o tempo de 2h04min51s, estabelecendo o recorde brasileiro e sul-americano da prova, além da melhor marca das Américas.

Em 2025, porém, ele foi punido pela Unidade de Integridade do Atletismo (AIU) em 2025. O brasileiro testou positivo para três substâncias proibidas em exames realizados fora de competição, às vésperas dos Jogos Olímpicos de Paris.

Foram detectadas drostanolona, metenolona e nandrolona, três hormônios anabolizantes. O atleta recebeu uma suspensão de cinco anos, com início retroativo a 15 de julho de 2024.

Com a punição, Daniel poderá voltar a competir apenas em julho de 2029.

Fonte: Globo Esporte

 

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