Reparos na rede elétrica darão seguimento ao projeto ‘Água Doce’

Na manhã desta segunda-feira (11), o secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Olivier Chagas, e o governador em exercício, Belivaldo Chagas, foram à sede da Energisa solicitar o reforço na rede elétrica dos aparelhos que fazem a dessalinização dos poços artesianos, referentes ao projeto “Água Doce”, iniciativa do Governo Federal que visa a implantação e recuperação desses sistemas para garantir o fornecimento de água potável à população rural do semiárido.

 

O governador saiu satisfeito da reunião e justificou que o pedido tem uma importância de cunho social muito grande, já que o projeto levará água de qualidade às comunidades carentes.

 

“A Energisa está sendo uma grande parceira, mas eles têm um calendário próprio para fazer com que as ações sejam implementadas. Como nós estamos tratando de dessalinizadores, que têm uma questão de ordem social e importância, a gente veio mostrar os contratos, que já estão prontos, e os projetos também. O que nos resta, agora, é fazer com que isso possa acontecer da forma mais rápida possível. O presidente foi solícito e compreensivo e vai fazer de tudo para agilizar os serviços”, disse Belivaldo.

 

O diretor-presidente da Enegisa, Jaconias de Aguiar, acompanhado do diretor técnico comercial, Amaury Damiance, entendeu a relevância da solicitação governamental e não medirá esforços para a conclusão dos ajustes. “Vamos fazer o máximo possível. É claro que, para isso, precisamos ter a disponibilidade do nosso material. Entendo a preocupação e priorizaremos”, garante.

 

Primeira etapa

 

O secretários Olivier Chagas ratificou o pedido do governador e detalhou que o objetivo é instalar 33 dessalinizadores, sendo que, nessa primeira etapa, serão montados 19 e, inclusive, um já está em pleno funcionamento na Serra da Guia, em Poço Redondo, Alto Sertão.

 

“O Programa Água Doce visa levar dessalinizadores para comunidades que não têm acesso à água potável através da Deso. A Deso abastece 88% do território, mas algumas comunidades não têm água potável e a concentração maior desses moradores fica lá no Baixo São Francisco, na região do Semiárido. Foi feito um estudo, através da Semarh, onde se identificou alta mortalidade infantil, baixo índice de desenvolvimento humano, falta de água e o índice pluviométrico baixo. Esses elementos fizeram com que pesquisássemos as comunidades para que elas pudessem receber os benefícios”, explica Olivier.

 

Ainda conforme o secretário, no momento da instalação dos dessalinizadores, foi descoberto que a rede elétrica precisava de um aperfeiçoamento para garantir o funcionamento dos aparelhos.

 

“Nós estamos apenas pedindo que a Energisa dê uma força no sentido de adiantar os reparos para que possamos entregar às comunidades o mais rápido possível. Temos 18 dessalinizadores praticamente prontos. Depois vamos entregar mais 14. A Energisa se mostrou solícita ao pedido, até pelo cunho social”, conclui.

 

‘Serra da Guia’

 

A comunidade remanescente quilombola Serra da Guia, em Poço Redondo, foi a primeira a ter o sistema de dessalinização instalado. O poço tem vazão de 2000m³/s e que, diariamente, são colhidos 25 litros de água por família. Há também poços em Nossa Senhora da Glória, Carira e Poço Verde.

 

Fonte: Ascom/Semarh