Uma reportagem publicada pelo jornal The New York Times, no mês passado, mostrou que, pouco menos de um ano após o início do pontificado do primeiro papa norte-americano, Leão XIV (que ocupa o cargo máximo da Igreja Católica desde 8 de maio de 2025), o número de católicos está crescendo de forma expressiva nos Estados Unidos.
O jornal norte-americano coletou dados de 24 dioceses, incluindo algumas das maiores do país, como Los Angeles e Phoenix, bem como dioceses rurais e menores, como Gallup, no estado do Novo México, e Allentown, na Pensilvânia, e todas registraram números significativos de novos fiéis.
Segundo a reportagem, durante a Missa da Vigília Pascal, na noite anterior ao Domingo de Páscoa, a Arquidiocese de Detroit receberá 1.428 novos católicos, o maior número em 21 anos; a de Galveston-Houston, no Texas, terá o maior número em 15 anos; e na Diocese de Des Moines, no Iowa, o número de convertidos aumentou 51% em um ano.
O arcebispo Mitchell Thomas Rozanski, de St. Louis, no Missouri, disse que o número de novos católicos na arquidiocese é o maior desde 2016, e que o aumento é puxado pelos adultos jovens, pessoas com idade entre 18 e 35 anos.
“Em nossa era de incertezas e de grande ansiedade, há uma sede e uma fome de Deus e da estabilidade que a fé traz para a vida das pessoas”, disse Rozanski, que afirmou que mais pessoas estão procurando a Igreja após sentirem danos gerados pela tecnologia e pela pandemia de covid-19.
“Estamos percebendo que muitos dos males da nossa sociedade, particularmente a ansiedade e a depressão, surgem desse isolamento”, afirmou o arcebispo.
Uma pesquisa do Pew Research Center, divulgada no ano passado, mostrou que 62% dos adultos nos Estados Unidos eram cristãos: 40% se identificavam como protestantes e 19% como católicos.
De acordo com o estudo, após anos de declínio, a proporção de cristãos na população dos Estados Unidos se estabilizou nos últimos anos.
Fonte: Gazeta do Povo





