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No G7, Trump classifica Brasil como país “perigoso politicamente”; Lula rebate

17/06/2026 às 19:20

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu o mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, devido a comentários do republicano sobre a política brasileira. As declarações dos dois líderes foram feitas em entrevistas coletivas separadas que ambos concederam nesta quarta-feira (17), após o encerramento da cúpula do G7 na França.

Segundo informações de agências internacionais, Trump disse, em coletiva, que o Brasil se tornou “um pouco conturbado” e “perigoso politicamente”.

“Ouvi dizer que eles prenderam alguém que está concorrendo à presidência. Ouvi dizer que prenderam ‘Bolsonaro Jr’. Ele estava indo bem nas pesquisas, mas o prenderam ou querem prendê-lo”, afirmou Trump, aparentemente fazendo confusão entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à presidência, e o irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), condenado na terça-feira (16) pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos de prisão em regime semiaberto e inelegibilidade por oito anos devido a acusações de crime de coação no curso do processo.

A respeito da eleição presidencial brasileira em outubro, Trump disse que “eles [brasileiros] jogam duro”. “Mas ninguém joga mais duro do que os Estados Unidos. Veja bem, nossas eleições são totalmente manipuladas. Nós temos eleições manipuladas”, disse, reiterando seu argumento de que o pleito de 2020, quando foi derrotado pelo democrata Joe Biden, teria sido fraudado.

Em entrevista coletiva separada, concedida depois da fala de Trump, Lula rebateu o mandatário americano.

“Não tem país no mundo — e os Estados Unidos poderiam aprender com o Brasil — com eleições mais tranquilas, mais leves e menos conturbadas. Não tem país no mundo que tenha um sistema de urna eletrônica como o nosso, em que duas horas após terminar as eleições a gente já sabe o resultado”, disse Lula.

O petista afirmou que Trump “tem o direito de ter as preferências eleitorais e ideológicas dele” e que o presidente dos EUA “pode continuar gostando do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto”.

“Agora, não se meta nas eleições do Brasil, porque as eleições do Brasil são um problema do Brasil, assim como as eleições americanas são um problema deles”, afirmou o presidente brasileiro.

Fonte: Gazeta do Povo

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