ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 4:20:36

Operação “Mercado das Armas” mira advogado sergipano

Da redação, AJN1

Equipes da Polícia Federal em Sergipe cumpriram na manhã desta quarta-feira (29), um mandado de busca e apreensão expedido 13ª Vara Federal de Curitiba de Curitiba (PR) no edifício Moreia, no condomínio Praia do Tahiti, no bairro 13 de Julho, em Aracaju. O alvo é um advogado suspeito de envolvimento no tráfico internacional de armas e acessórios.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Sergipe, foi comunicada horas antes da ação policial e integrantes da Comissão de Prerrogativas da Ordem acompanham o cumprimento da ordem judicial. No apartamento do advogado foram recolhidos computadores e aparelhos celulares. Duas armas foram encontradas no local, mas o proprietário apresentou os registros e autorização de posse e porte das armas.

A operação Mercado das Armas acontece simultaneamente em Sergipe, Paraná, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo e tem como foco o cumprimento de 25 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba (PR) relacionados a um grupo especializado no tráfico internacional de armas de fogo e acessórios. Cerca de 130 policiais federais participam da ação.

Durante as investigações, a PF identificou a atuação de suspeitos nos estados do Paraná, Minas Gerais e São Paulo, que atuavam em associação na importação, transporte e remessa de armas de fogo e acessórios, que teriam como destino estados brasileiros. Foram realizadas apreensões de armas de fogo e acessórios, escondidos dentro de equipamentos, como rádios, climatizadores e panelas elétricas, que eram remetidos e transportados pelos Correios e por transportadoras privadas.

O material era importado do Paraguai pelos investigados, e contavam com o auxílio de atravessadores paraguaios para trazê-los ao Brasil.
Um dos acessórios importados e comercializado pelos investigados é o denominado Kit Roni que, em um de seus modelos para uso exclusivo com pistolas de airsoft, era transformado para uso com armas de fogo e munições reais, tornando o equipamento em uma espécie de submetralhadora, podendo-se utilizar carregadores estendidos e seletores de rajadas.

De acordo com a PF, a importação desse acessório era realizada de forma ilegal, sem os certificados necessários e vendidos por plataformas virtuais sem o fornecimento de notas fiscais. Os investigados serão indiciados pelos crimes de tráfico internacional de armas de fogo e acessórios, associação criminosa, falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de dinheiro. Se condenados poderão ter penas de até 12 anos de prisão.

*Com informações da PF

Você pode querer ler também