ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 1:13:09

Paraguai inicia processo de adesão a empresas brasileiras interessadas em incentivos fiscais para exportação

 

O governo do Paraguai implementou mudanças em seu regime de maquila para atrair mais investimentos externos.

A principal mudança promovida pelo governo de Santiago Peña foi incluir os serviços também no regime. A reforma amplia a segurança jurídica, dá mais celeridade à adesão ao modelo, reduz custos operacionais e aumenta o número de companhias aptas a acessar os benefícios tributários.

De acordo com o governo paraguaio, o segmento de serviços conta com cerca de 4 mil empregos no país, com a presença de empresas internacionais.

A expectativa oficial é de que a regulamentação contribua para o aumento das exportações de bens e serviços com maior valor agregado. A intenção é atrair empresas brasileiras como um agregador e, com isso, otimizar custos e acessar outros mercados além do Brasil com preço competitivo.

Segundo dados do Conselho Nacional das Indústrias Maquiladoras de Exportação, 248 empresas estrangeiras operam atualmente no Paraguai sob o regime de Maquila, das quais 180 são brasileiras, representando 72% do total.

Empresas como Lupo, Karsten, Riachuelo e JBS já operam no país com base no regime. A partir de agora, a frente paraguaia é de também angariar investimentos voltados ao setor de serviços, sobretudo tecnologia, administração e BPO.

A Lei de Maquila exige apenas um tributo único de 1% sobre o valor final do produto destinado à exportação. Enquanto no Brasil o custo de importação de insumos pode chegar a 35% dependendo do setor, no modelo paraguaio a taxação é mínima.

As empresas são ainda isentas de Imposto de Renda e de taxas sobre a remessa de capital para o exterior. A diferença de carga tributária permitiu que empresas derrubassem seus custos operacionais em até 40%.

Fonte: Conexão Política

 

 

 

 

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