Pelo menos 44 dirigentes sindicais foram assassinados na Venezuela em cinco anos, segundo dados do último relatório do Observatório para a organização não-governamental Defesa da Vida (Odevida), que alertou para um aumento da política antissindical local.
“Entre 2015 e 2020, a Odevida registou 82 casos de violência contra pessoas defensoras dos direitos laborais e líderes sindicais. Entre eles, 44 casos de homicídio, um deles alegadamente relacionado com a ação do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas [Cicpc, antiga Polícia Técnica Judiciária]”, denuncia-se no documento.
No relatório, “Violência contra os líderes sindicais: o retrocesso da classe operária na Venezuela” explica-se ainda que foram registados “28 casos de detenções arbitrárias, cinco de ameaças ou intimidação, quatro casos de tentativa de assassinato e um caso de maus-tratos”.






