Os petroleiros de Sergipe realizam desde às 6h30 de hoje (6), em frente a sede da estatal na rua Acre, em Aracaju, um ato contra a reforma da previdência e a privatização da Petrobrás. A manifestação é parte do dia nacional de lutas contra a reforma da previdência, organizado nacionalmente pelas centrais sindicais. Participam do ato representantes da Federação Nacional de Petroleiros (FNP), da Federação Única dos Petroleiros (FUP), de Sindicatos de Petroleiros de outros Estados e movimentos sociais
A ação tem o objetivo de denunciar os prejuízos que a reforma da previdência trará aos trabalhadores, caso seja aprovada. A proposta que foi votada em 1º turno na Câmara, aumentou a idade mínima e exige 40 anos de contribuição ininterrupta para receber benefícios menores do que os pagos hoje.
O ato é também contra o desmonte do sistema Petrobrás, iniciado pelos governos anteriores e acelerado pelo governo de Bolsonaro (PSL), através do atual presidente da companhia, Roberto Casltello Branco. Nos últimos meses o governo tem atropelado a legislação e vendido a toque de caixa ativos da Petrobrás. Foi o caso dos 90% da Transportadora Associada de Gás e do controle da BR Distribuidora, além de campos terrestres e de águas rasas. Na mira dos entreguistas estão ainda as refinarias do país.
“O desmonte do Sistema Petrobrás, a entrega dos campos e de suas operações ao capital internacional ameaça profundamente a independência do país. O governo alega que trará concorrência ao setor, mas na verdade está entregando as operações da Petrobrás e as reservas de óleo e gás aos monopólios estrangeiros”, afirma Bruno Dantas, da coordenação do Sindipetro AL/SE.
Audiência
Nesta terça-feira, às 9h30, os petroleiros estarão presentes em audiência no Fórum Ministro Geraldo Barreto Sobral, edifício-sede da Justiça Federal em Sergipe. Na pauta está a Ação Popular que questiona a venda dos campos de petróleo de Carcará em Santos e Azulão, na Bacia Amazônica. Essa é uma das ações populares que denunciam ilegalidades cometidas pela direção da empresa na venda de ativos da companhia.
*Com informações Ascom Sindipetro






