ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 0:29:50

PIB de Sergipe apresenta redução de 1,0% em 2020

O Produto Interno Bruto (PIB) do estado de Sergipe foi de R$ 45,4 bilhões em 2020, apresentando redução de 1,0% em relação ao ano anterior. Em âmbito nacional, houve um recuo de 3,3%.

Os dados são constam no relatório ‘Contas Regionais 2020’, elaborados pelo IBGE em parceria com os órgãos estaduais de estatística, secretarias estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus.

O estudo mostra ainda que houve queda no PIB de 24 das 27 unidades da federação, com estabilidade no Mato Grosso e variações positivas em Mato Grosso do Sul (0,2%) e Roraima (0,1%).

As cinco regiões registram queda, em volume, no PIB. A região Sul teve o maior recuo, devido ao desempenho do Rio Grande do Sul, cuja variação foi de -7,2%, a mais baixa entre as UFs.

Apesar da retração em volume verificada em Sergipe, registrou-se crescimento na Agropecuária e na Indústria, devido principalmente ao impacto das condições climáticas favoráveis para a agricultura, no primeiro, e ao aumento na geração de energia elétrica, no segundo.

Em termos de participação na economia nacional, Sergipe representou 0,6% do PIB brasileiro em 2020, mesma participação verificada em 2019.

A Agropecuária apresentou crescimento em volume de 9,2% em Sergipe, resultante da variação positiva de duas, entre as três atividades: Agricultura e Pecuária.

A primeira, principal atividade da Agropecuária no estado, teve variação em volume de 10,9%, devido à produção de cultivo de cereais e de outras lavouras temporárias, com destaque para produção de milho.

Já a pecuária apresentou aumento de 5,8% no ano, que superou o crescimento de 2019 (14,0%), justificado pelo aumento da criação de bovinos, suínos e aves e outros animais.

No que concerne à Produção florestal, pesca e aquicultura, a atividade apresentou uma variação de -8,5%, devido à redução verificada na silvicultura.

No que diz a respeito à participação da Agropecuária na economia do estado, esta cresceu 1,2 p.p., saindo de 5,1% para 6,3% entre 2019 e 2020.

A Indústria sergipana também apresentou variação em volume positiva, de 13,5%, devido ao desempenho de eletricidade, gás, água e esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação (43,2%), em que houve aumento da geração de energia da usina hidrelétrica Xingó.

O grupo de atividades industriais também aumentou sua participação na economia de Sergipe, saindo de 19,7% em 2019, para 21,9% em 2020; elevação de 2,2 p.p. O aumento na participação relativa da indústria deveu-se, além da atividade já citada, à construção e às indústrias de transformação.

Os serviços mantiveram-se como o grupo de atividades de maior participação na economia sergipana, representando 71,8% da economia do estado em 2020.

No entanto, houve perda relativa em relação ao ano anterior, quando a participação dos serviços era de 75,2%. Em relação ao volume, o setor de Serviços apresentou queda de 5,3% em 2020, na comparação com 2019.

As atividades que mais contribuíram para a redução em volume nos Serviços foram: Administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social (-4,1%); Alojamento e alimentação (-24,7%), Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (-6,1%), Transporte, armazenagem e correio (-18,1%), e Serviços domésticos (-27,4%). Já entre as atividades com crescimento, destacou-se Atividades profissionais, científicas e técnicas, administrativas e serviços complementares, que cresceu 3,9%

Entre os estados com o menor PIB per capita em 2020, Piauí e Maranhão ocuparam a 26ª e a 27ª posições, respectivamente. Abaixo da vigésima posição no ranking, estão quase exclusivamente estados do Nordeste, sendo o Acre a única exceção, no 23º lugar.

A Bahia apresentou o maior PIB per capita (R$ 20.449,29) do Nordeste em 2020, ocupando a 18ª colocação no ranking nacional. Em seguida, vêm Rio Grande do Norte (19ª), Pernambuco (20ª), Sergipe (21ª), Alagoas (22ª), Ceará (24ª), Paraíba (25ª) e Piauí (26ª). O Maranhão, com ,4% do PIB do Brasil e 3,4% da população, ficou na última posição, com PIB per capita de R$ 15.027,69.

As informações são do IBGE

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