ARACAJU/SE, 18 de maio de 2024 , 3:34:55

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Agentes carcerários encontram revólver e armas brancas no presídio de Glória

Agentes que trabalham no Presídio Regional Senador Leite Neto (Preslen), no município de Nossa Senhora da Glória, iniciaram a manhã desta terça-feira (8) com um procedimento de revista geral, visando encontrar material ilícito entre os detentos.

Ao tomarem conhecimento, os presidiários tentaram impedir a revista, gerando um princípio de rebelião. Segundo o agente Jorgevaldo Barbosa, os ânimos foram acalmados e a vasculha foi feita. Ao final, foram encontrados um revólver, munições e objetos perfurantes.

"Recebemos a informação de que havia dentro do presídio algum tipo de material ilícito. Por volta das 6h da manhã de hoje, resolvemos fazer uma revista e nos deparamos com alguns detentos querendo evitar a revista, mas conseguimos entrar na cela e apreender uma arma, munições, material perfurante, e alguns materiais ilícitos”, revelou Jorgevaldo.

O agente também pediu mais atenção do Governo do Estado com relação às condições precárias do Preslen. “Peço ao Governo que olhe por nós. Somos trabalhadores diferenciados, especiais. Nós, agentes penitenciários, trabalhamos com marginais altamente perigosos. Esse presídio foi construído há 30 anos e não atende à demanda. Pedimos providências".

 

Estranhamente, a Força Nacional não estava no presídio de Glória no momento da revista, segundo o secretário estadual de Justiça, Antônio Hora. "Durante a vídeo-conferência com Secretaria Nacional de Segurança Pública, ficou definido que as tropas ficariam apenas no presídio de São Cristóvão", desconversou ele, durante estrevista ao programa de rádio na capital.  

 

Fuga

No último dia 21 de agosto, 20 detentos realizaram um motim e zarparam do Preslen. Durante a fuga, os presidiários atiraram em três agentes penitenciários, sendo que um veio a óbito.

A rebelião escancarou para à sociedade a fragilidade do sistema prisional do Estado. A própria categoria dos agentes prisionais já havia denunciado as condições precárias do sistema e da iminência de fugas.

Para dar suporte aos agentes carcerários, o governo do Estado solicitou ajuda da Força Nacional, da Secretaria de Segurança Pública. As tropas chegaram no dia 28 de agosto em terras sergipanas.

Segundo o assessor de comunicação da Polícia Militar, major Paiva, as forças de segurança continuam trabalhando para recapturar os foragidos.

Até o momento, seis foragidos foram reconduzidos à unidade prisional.

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