Homem estrangula e esquarteja esposa em Itabaiana

Agência Jornal de Notícias

Joângelo Custódio

 

A violência contra a mulher continua em cena e, com ela, dor e perplexidade se misturam em sensações execráveis. Na tarde de hoje (5), o delegado Marcos Garcia, responsável pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa do município de Itabaiana, prendeu Erisvan José da Silva, acusado de assassinar sua esposa, Wilma Crispim Vieira da Silva, por estrangulamento, na frente do filho de 1 ano e meio, e depois esquartejar seu corpo. O crime bárbaro aconteceu no último domingo (3).

 

De acordo com o assessor de Comunicação da Secretaria de Estado da Segurança Pública, Renato Nogueira, o acusado, que trabalha como flanelinha na praça João Pessoa, Centro da cidade serrana, ao ser detido, confessou a barbárie.

 

Em depoimento, Erisvan mesclou sensações de arrependimento e frieza para explicar os motivos pelos quais tirou a vida de sua companheira: uma possível traição. Segundo ele, Wilma estaria se relacionando, pela segunda vez, com o seu vizinho, de alcunha “Tampinha”. Ao confirmar a infidelidade, ele foi tirar satisfação com ela e começou uma luta corporal.

 

Sem poder se defender, mediante a deslealdade da força masculina, Wilma tentou gritar por socorro, mas Erisvan agiu rápido: pegou um fio de eletricidade e a estrangulou até o ar se exaurir dos pulmões.

 

Desde domingo, ele manteve o cadáver dentro de casa, só que hoje de manhã começou a exalar mau cheiro. Na tentativa de se livrar da prova do crime, esquartejou o corpo e colocou as partes em duas bolsas distintas.

 

Em seguida, pediu emprestada uma motocicleta de um amigo e conduziu as sacolas até uma região de matagais em povoados diferentes, para não levantar suspeitas. Ledo engano. Testemunhas viram Erisvan se desfazendo das mochilas. Desconfiaram e chamaram a polícia.

 

Durante as diligências, os policiais acharam as bolsas e constataram que se tratava de um corpo em pedaços. Diante de informações, a polícia descobriu a residência do assassino, que confessou o ato sem hesitar.