ARACAJU/SE, 23 de fevereiro de 2024 , 13:55:09

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Número de homicídios diminui em SE

Da redação, AJN1

Sergipe é o estado mais perigoso do Brasil e a taxa de mortes violentas é o dobro da média nacional, segundo pesquisa do Sistema de Informação Sobre Mortalidade do Ministério da Saúde divulgado na terça-feira (30). Diante do ranking vergonhoso, a Secretaria de Estado da Segurança Pública agiu rápido para apagar as chamas da análise ministerial e divulgou hoje (1º) um estudo da Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal (Ceacrim), apontando que nos primeiros cinco meses deste ano, houve uma pequena redução de 11% no número de homicídios, quando comparado ao mesmo período de 2016. Se contrapor a 2015, a redução chega a 14,7%. Mesmo insosso, os números animam a cúpula das forças de segurança.

Conforme o estudo da SSP, só na capital sergipana a redução chegou a 20,4% em 2017, comparado ao período de janeiro a maio de 2016. Neste período, aumentou também o número de adultos encaminhados ao Departamento do Sistema Prisional (Desipe) pelas forças policiais. Enquanto em 2016 foram 1.537, em 2017 foram 1.658, um crescimento de 7, 8%.

Os dados da SSP também revelaram crescimento no número de apreensão de drogas. Foram 287.891 gramas de maconha em 2016 e 431.722 em 2017, um aumento de 50%; 5.234 gramas de crack em 2016 e 27.308 em 2017, um acréscimo de 421,7%, por exemplo.

“Fruto”

Segundo o secretário da SSP, João Eloy, o resultado é fruto das ações desenvolvidas pelo governo do Estado na área. “Uma das principais ações implantadas foi o Gabinete de Gestão Operacional (GGO), iniciado em 2016, no qual nos reunimos semanalmente, o Comando da PM, a delegada Geral da Polícia Civil e outros gestores relacionados à área de Segurança, para avaliar os dados coletados pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) e Ceacrim e analisarmos a mancha criminal. Investimos em ações para inibir os focos, o principal são os crimes contra a vida. Essa integração entre as forças de segurança pública é essencial para chegarmos a redução da violência no estado”.

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