PC prende um e apreende cinco adolescentes na operação “Olhos de Hórus”

Da redação, AJN1

 

Um homem com 19 anos foi preso e cinco adolescentes, com idades entre 15 e 16 anos, foram apreendidos durante a operação "Olhos de Hórus", realizada no início da manhã desta quinta-feira (30) pelas equipes do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) e Grupamento Especial de Ronda e Busca (Gerb), coordenadas pelos delegados Ronaldo Marinho e Mariana Diniz. Os presos são acusados de envolvimento no estupro coletivo de uma criança de 11 anos, ocorrido no início de junho em um loteamento em São Cristóvão, na região metropolitana de Aracaju.

 

De acordo com a diretora do DAGV, delegada Mariana Diniz, as investigações comprovaram a participação dos acusados no crime que vitimou a menina. "Ela foi ouvida e detalha como tudo aconteceu. Houve constrangimento, ameaça e violência para o ato. Mesmo sendo adolescentes, eles também respondem por estupro de vulnerável", ressaltou a delegada, acrescentando que embora não tenha mantido relações sexuais com a vítima, o homem de 19 anos, foi quem incentivou e filmou os abusos.

 

A operação "Olhos de Hórus" envolveu mais de 30 policiais e três delegados. Ela teve como foco cumprir um mandado de prisão e nove de busca e apreensão. O caso começou a ser investigado pela Delegacia de São Cristóvão, depois que a denúncia sobre o estupro de uma criança foi encaminhada pelo Conselho Tutelar. Por determinação do delegado geral da Polícia Civil, as investigações foram repassadas para o DAGV, através da Delegacia Especial de Atendimento a Criança e Adolescente Vítima (DECAV).

 

O acusado preso e os adolecentes apreendidos foram encaminhados a sede do DAGV. A mãe de um dos envolvidos, chegou a alegar que o filho era inocente, pois a menina teria permitido. Segundo o delegado Ronaldo Marinho, não há de se falar em consentimento, até porque a vítima é menor de 14 anos. "Estamos combatendo a cultura de estupro, que é um desrespeito a vítima. Este é um caso sério que merece punição exemplar", disse o delegado. 

 

Ronaldo Marinho explicou que durante a operação foram cumpridos mandados de busca e apreensão que visava apreender equipamentos utilizados na gravação ou repasse das imagens dos abusos sexuais. "A informação é que as imagens teriam sido apagadas e buscamos apreender o material para realizar a perícia e tentar recuperar as imagens", revelou o delegado, acrescentando que a polícia ainda trabalha para identificar outros envolvidos no crime.