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Preso chefe de grupo criminoso que aterrorizava o Santa Maria

 

Da redação, AJN1

Apontado como líder de um grupo criminoso que atua no bairro Santa Maria, Walace Galdino da Silva Oliveira, 19, foi preso durante uma operação conjunta entre as equipes da 9ª Delegacia Metropolitana (DM) e da 3ª Divisão do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O acusado foi capturado no condomínio Parque das Árvores, no loteamento Marivan. Ele estava com quatro mandados de prisão decretados pela justiça por envolvimento em roubos, homicídios e tentativas de homicídios registrados na zona sul da capital bairro Santa Maria, na capital sergipana.

De acordo com as investigações, Walace teria participado do assassinato de Rodrigo Barreto Santos, o “Da Jega”, 19, ocorrido, no dia 25 de maio, no Morro do Avião. Outro crime atribuído a ele aconteceu no dia 25 de fevereiro e vitimou Reginaldo dos Santos, o “Regi”, 44. O homicídio aconteceu na rua 26 do conjunto Padre Pedro. Walace também é suspeito de envolvimento no assassinato de Gilson Costa de Azevedo, 59, ocorrido no dia 7 de junho no povoado Pitanga, em São Cristóvão.

Além disso, o acusado teria participadoda execução de Christian Santos Soares, o “Cabeça”, 19, que foi morto a tiros, no dia 11 de dezembro do ano passado, na rua 23 do conjunto Padre Pedro. Outra vítima do acusado foi Felipe dos Santos, 23, morto a tiros no dia 26 de julho do ano passado. Walace é investigado ainda no latrocínio registrado no início do mês passado na rua 12 do conjunto Padre Pedro e vitimou um adolescente de 17 anos.

As investigações apontaram que os assassinatos teriam relação com a disputa pelo comando do tráfico de drogas no bairro Santa Maria. Walace é apontado como um dos líderes da quadrilha denominada de “Os pés embaixo”, que além de atuar no tráfico e na prática de homicídios, obriga comerciantes instalados no bairro, a pagar “pedágios”. Quem se recusava a atender a ordem do grupo acabava sofrendo represálias, a exemplo do que aconteceu com o comerciante Reginaldo dos Santos, que foi assassinado em fevereiro por se recusar a pagar o “pedágio”.

A quadrilha liderada por Walace também seria responsável por uma série de invasões e assaltos a residências na região do loteamento Paraíso do Sul. Além do roubo, os criminosos obrigavam as vítimas a abandonar os imóveis, que acabavam sendo ocupados por integrantes da quadrilha. O titular da 9ª DM, delegado Gilberto Guimarães, ressaltou que Walace é um criminoso considerado de alta periculosidade. “Embora com pouca idade, ele é violento e praticava crimes com requinte de crueldade”, pontuou.