ARACAJU/SE, 16 de junho de 2024 , 21:25:00

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Belivaldo: “Medidas de contenção de gastos são necessárias em virtude da crise financeira”

Da redação, AJN1

O vice-governador Belivaldo Chagas (PMDB) concedeu entrevistas à imprensa sergipana na manhã desta quinta-feira (21) e o tema mais abordado entre os jornalistas foi sobre as medidas de contenção de gastos anunciadas pelo governo ontem, incluindo exonerações de cargos comissionados, cortes de horas extras, economia de combustíveis, entre outros.

De acordo com Belivaldo – escolhido por Jackson Barreto para disputar o governo nas eleições do ano que vem –, as medidas se fazem necessárias em virtude da severa crise econômica que ainda assola o Estado.

O vice-governador revelou que o Estado não está recebendo repasses da Petrobras referentes ao Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), além de queda drástica na arrecadação do Fundo de Participação dos Estados (FPE), que está na casa dos R$21 milhões.

“Nós estamos fechando um ano com muitas dificuldades. Esperávamos receber recursos da Petrobras, fruto de uma ação que o Estado já vinha tentando junto aquela empresa, a respeito das diferenças de ICMS, e o fato é que isso não acabou acontecendo e fugiu toda a expectativa econômica do Governo. Diante das dificuldades, pensamos onde mexer. O governo tem procurado economizar, o custeio tem sido feito com muito aperto. Mesmo assim, os recursos não estão sendo suficientes. Uma coisa estranha que está acontecendo neste mês de dezembro é em relação ao FPE, quando comparado com o mesmo período do ano passado. Tivemos uma queda de 21 milhões nas duas últimas parcelas”, explicou ele.

Ainda segundo Belivaldo, quando a equipe econômica do Governo percebeu as dificuldades, solicitou ao governador que fizesse uma reunião com todos os secretários para alinhar a política de contenção de gastos. “Foi dito na reunião que é necessário tomar medidas drásticas para economizar, como exoneração, corte de horas extras, economia de combustíveis, devolver carros se for possível, como ocorreu em 2014. Agora, houve de novo essa necessidade e é assim que se faz em tempos de crise”, justificou.

CC’s

Belivaldo foi categórico ao afirmar que todos os cargos comissionados serão exonerados no dia 31 de dezembro. “E a partir do dia 2 de janeiro, cada secretário estará enviando a necessidade mínima para funcionamento da máquina. A partir daí, o governador vai sentar com cada secretário para ver o que é que se pode ampliar. Só vai ser nomeado o que for estritamente necessário”.

O vice-governador fez questão de salientar que essas exonerações dos comissionados acontecerão não por haver excesso de cargo, mas somente, pela crise financeira. “Passam aquela ideia de que o Estado tem muitos comissionados, mas o que acontece é que perdemos muitos servidores que se aposentaram e não houve concurso para repor. É uma maneira de fazer com que o Estado não pare, mas quando aperta, tem de fazer. É preciso diminuir por questões financeiras, não por excesso de servidor”, concluiu.

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