ARACAJU/SE, 22 de junho de 2024 , 0:56:48

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Durante Marcha dos Prefeitos em Brasília, Lula é recebido com aplausos e vaias

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi recebido, nesta terça-feira (21), na Marcha dos Prefeitos com um misto de vaias e aplausos. O petista participa da solenidade de abertura do evento, junto com ministros do governo e outras autoridades, incluindo os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Em meio às manifestações, o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, pediu respeito aos presentes.

“Não estamos aqui para disputa de direita, de centro e de esquerda. Peço encarecidamente ao plenário que aqui não haja vaia”, disse Ziulkoski. Ele destacou ainda que o evento reúne prefeitos de todos os espectros políticos, e que o objetivo da marcha é promover a relação entre os entes federativos.

A Marcha começou na segunda-feira (20) e vai até quinta-feira (23). A organização estima um público de 10 mil pessoas, entre prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, secretários e outras autoridades municipais.

Presidente da CNM celebra desoneração da folha

O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, saiu em defesa da desoneração da folha de pagamento dos municípios e de 17 setores da economia no Brasil. Durante a 25ª edição da Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, o líder da entidade manifestou satisfação com as conversas com o governo federal e adiantou que a alíquota de 8% para este ano já está acertada com o Planalto.

“Tudo isso ocorreu e está ocorrendo porque nós tivemos diálogo”, disse o presidente da confederação durante o evento. Ziulkoski ainda destacou a questão do parcelamento maior da dívida dos municípios e dos precatórios.

Os prefeitos também cobram mais ajuda do governo contra os desastres ambientais e na questão da desoneração da folha salarial e precatórios. Na segunda-feira (20), o presidente Ziulkoski apresentou estudo que aponta para uma crise financeira dos municípios. Segundo a entidade, essa situação já alcança 50% dos entes no país, o que representa o maior percentual em décadas.

Metade dos municípios apresentou receitas insuficientes para a prestação de serviços públicos essenciais à população em 2023, de acordo com a entidade. O déficit total no ano passado, entre as cidades brasileiras, atingiu R$ 17,9 bilhões. No ano anterior, o cenário de crise mais forte alcançou somente 36% dos entes.

Em relação à desoneração, a CNM defende a aprovação de uma proposta ampla que estabeleça alíquotas iguais para os entes e também para outros setores, como as micro e pequenas empresas (MPEs). Segundo Ziulkoski, já há um acordo com o governo para manter a desoneração neste ano, com a permanência da alíquota do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) em 8%.

Para os anos seguintes, a reivindicação da entidade, definida na Emenda 6 à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 66/2023, estabelece um escalonamento de alíquotas – 10% em 2025, 12% em 2026 e 14% em 2027. Apesar do acordo com o governo para manter a desoneração em 2024, ainda não há definição em relação ao valor das alíquotas para os próximos anos.

Fonte: Correio Braziliense

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