ARACAJU/SE, 23 de fevereiro de 2024 , 0:03:47

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Na Comissão do Senado, Amorim vota contra a reforma trabalhista e contraria governo Temer

 

Da redação, AJN1

Ontem (20), a Comissão de Assuntos Sociais do Senado rejeitou o projeto da reforma trabalhista por 10 votos a 9. Compondo a Comissão, o senador sergipano Eduardo Amorim (PSDB) contrariou a tendência do próprio partido, aliado ao presidente Michel Temer (PMDB), e votou contra a reforma.

Além de Amorim, outros dois senadores de partidos da base do governo votaram contra: o peemedebista Hélio José, ligado a Renan Calheiros, que criticou a proposta e articulou nos bastidores; e Otto Alencar, do PSD, que votou no lugar do colega Sérgio Petecão, a favor da reforma.

“Votei de acordo com a minha consciência, de acordo com aquilo que eu preguei. Se foi surpresa ou não para o governo, acho que o governo avaliou mal, porque eu ainda tive a honestidade de avisar aos líderes, ao presidente do PSDB, ao líder do governo, senador Romero Jucá, avisei a todos. Não há nenhuma novidade sobre isso. Agi com coerência. Uns pediram para votar contra e outros a favor, fui pela minha consciência. Dois ou três minutos antes da votação, falei com Jucá que o governo iria perder. Em nenhum momento ele me pediu voto, ele me respeitou, assim como o meu partido me respeitou. Meu partido poderia ter me tirado da Comissão e não tirou. Muitas vezes o silêncio não é falta de atitude, é uma atitude coerente”, argumentou o congressista.

“Deixar o governo”

Avesso à aliança do PSDB com o PMDB de Temer, o senador sergipano quer que a sigla tucana entregue os ministérios de Relações Exteriores, Secretaria de Governo, Cidades e Direitos Humanos. “Eu tenho dito ao PSDB para entregar os ministérios e deixar o governo Temer. Eu sei respeitar a vontade da maioria, por isso fui voto vencido, o presidente foi voto vencido, o próprio senador Ricardo Ferraço foi voto vencido, porque a maioria entendeu que deveria ficar no governo. A gente respeita. Eu acho que o partido poderia estar ajudando ao país, votando aquilo que fosse importante, que fosse necessário para que o país conduza melhor a economia, mas sem ter ministérios, sem ter uma relação tão íntima com o governo”.

Mesmo com o resultado negativo para o governo, a reforma trabalhista continua tramitando no Senado. Nesta quarta-feira (21), ela já vai para outra comissão, de Constituição e Justiça, com votação prevista para a semana que vem. O objetivo das comissões é dar um parecer sobre as matérias que estão em discussão, mas a votação que vale é a do plenário do Senado.

 

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