ARACAJU/SE, 23 de fevereiro de 2024 , 0:28:55

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PMDB de Sergipe recebeu R$ 300 mil da JBS, diz delator

 

Da redação, AJN1

O diretor do grupo J&F, que controla a JBS, Ricardo Saud, detalhou as diferentes formas com as quais a empresa doou mais de meio bilhão de reais a 1.829 candidatos para fazer um ‘reservatório da boa vontade’. Em depoimento ao Ministério Público Federal (MPF), ele afirmou que pagou R$ 10 milhões para o senador Renan Calheiros (PMDB).

O dinheiro, conforme o delator, seria para comprar a eleição do próprio Renan para a presidência do Senado e também para eleger Renan Filho governador de Alagoas, além de patrocinar campanhas em outros estados, a exemplo do PMDB de Sergipe, que teria recebido 300 mil. O conteúdo da delação foi revelado na edição do Jornal Nacional (TV Globo) deste sábado (20).

De acordo com o delator, a JBS deu dinheiro a quase todos os partidos: 1.829 candidatos receberam do grupo. Eles são de 28 partidos. Foram eleitos 179 deputados estaduais, 167 deputados federais, 28 senadores e 16 governadores. Dos governadores, 5 foram eleitos pelo PMDB.

Confira parte do depoimento de Ricardo: “Renan Calheiros: R$ 9 milhões e 900. É, 1 milhão, que eu entendo também que o Renan usou parte desse dinheiro para preparar já sua eleição para a presidência do Senado. E parte desse dinheiro para eleger o seu filho Renanzinho, em Alagoas. Um milhão para o PMDB de Alagoas, carimbado para o Renan Filho. Aí vem 300 mil para o PMDB de Sergipe, por ordem de Renan Calheiros; 500 mil para o PMDB do Amapá, por ordem de Renan; 455 para o PMDB nacional, carimbado para o Renan; 500 mil para o PTB da Paraíba, por ordem de Renan; 300 mil para o PT do B nacional, por ordem do Renan. Então, o que entendi disso aí, das conversas que a gente teve lá com ele, que ele já estava jogando alguns senadores, o senhor vai ver mais embaixo, para preparar a eleição dele para a presidência do Senado. Assim como fez o Eduardo Cunha também, que o senhor vai ver mais na frente.”

Em nota, o senador Renan Calheiros disse que a deleção é “fantasiosa” e que o fato de o delator ter ido à casa dele “não significa que tenha qualquer relação com atos criminosos”.

A cúpula do PMDB de Sergipe, encabeçada por João Gama,Benedito Figueiredo e o governador Jackson Barreto foi procurada pela reportagem da AJN1, mas nenhum deles foi encontrado para falar sobre o assunto.

 

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