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Petista Rogério Carvalho critica vitória de Michel Temer na Câmara dos Deputados

 

 

Da redação, AJN1

O presidente estadual do PT e ex-deputado federal por Sergipe, Rogério Carvalho criticou veementemente a vitória do presidente Michel Temer na Câmara dos Deputados no último dia 2, ocasião em que o plenário não aprovou a admissibilidade para que o Supremo Tribunal Federal (STF) investigue o mandatário, acusado de corrupção passiva e de ter recebido gorda propina dos donos da JBS.

Segundo Rogério, Temer usou dinheiro público para comprar o voto dos deputados. “Basta ver o que eles fizeram com a distribuição de recursos do Governo Federal para evitar que Temer fosse processado pelo Supremo Tribunal Federal. A quantidade de dinheiro que empenharam e, na sequência, o festival de aumento de impostos que se sucedeu, a fim de cobrir o rombo do uso dos recursos públicos deixa claro que essas pessoas deram um golpe, fazendo do País um instrumento dos seus mais mesquinhos interesses pessoais”.

Para Rogério, a tomada do poder não podia ter consequências diferentes. “A única intenção dos golpistas era se apropriar do País e servir a um segmento único da sociedade. O grupo, que é representado por Michel Temer, Eduardo Cunha, Aécio Neves e todos os que estão ao lado deles, possui um único e claro interesse: ter o Brasil para si, tal qual uma propriedade pessoal”.

O ex-parlamentar disse que o resultado já era esperado. “Presenciamos uma votação para a qual já sabíamos o resultado. Estava claro que o golpe venceria, visto que os deputados foram comprados e assim o foram com o sacrifício dos brasileiros, seja com o aumento da gasolina, com a redução de recursos para a saúde e para a educação, com a PEC 95 – que estabelece teto de gastos e vai fragilizar toda a rede de proteção social do Brasil. Ou seja, eles pegaram o dinheiro para se manter no poder e para atender aos interesses de setores do mercado que os patrocinaram, dando apoio para que dessem mais esse golpe de Estado no Brasil”.

Ainda conforme Rogério, em meio a esse ciclo, para justificar a retirada da presidenta Dilma, o País entrou em um processo de desmobilização da economia. “Dois anos após o início da crise, continuamos no fundo do poço, sem sinais reais e sustentáveis da volta do crescimento da economia, da redução do desemprego nem das possibilidades do País de atender às necessidades da população mais carente.”