A direção-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal) criou uma comissão interventora na superintendência regional da corporação em Sergipe para investigar a morte de Genivaldo de Jesus Santos, 38.
Os interventores são cinco agentes do órgão, de Brasília, e o superintendente da PRF no Ceará, Gilson Oliveira. O grupo é presidido pelo diretor-executivo em exercício da PRF, Daniel Souto.
Uma outra comissão, com servidores de outros estados, deve acompanhar o PAD (Processo Administrativo Disciplinar) que os três policiais envolvidos no caso respondem internamente.
Os nomes dos policiais foram revelados pela TV Globo e confirmados pela Folha: Kleber Nascimento Freitas, Paulo Rodolpho Lima Nascimento e William de Barros Noia.
A comissão interventora se instalou no domingo (29) na Superintendência da PRF em Sergipe e participou das primeiras reuniões na segunda-feira (30).
O grupo terá 30 dias para produzir um relatório técnico com todas as informações identificadas e sugerir procedimentos capazes de prevenir novos casos como o de Genivaldo.
Segundo a portaria, assinada pelo diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, a comissão interventora não irá “apontar eventuais culpados, gerar desdobramentos correcionais ou provocar implicações judiciais, mas criar mecanismos capazes de prevenir novos eventos como estes envolvendo policiais rodoviários federais”.
Na segunda-feira (30), após reunião com a comissão, o presidente da OAB–SE (Ordem dos Advogados do Brasil –seccional Sergipe), Danniel Costa, afirmou que a conversa com os interventores foi “bastante positiva”.
“A PRF garantiu à OAB que os três permanecerão afastados de suas funções e que, a partir de agora, a investigação vai ser conduzida por uma força-tarefa de intervenção.”
A OAB ainda reforçou o pedido de prisão cautelar dos três agentes da PRF que mataram Genivaldo.
O delegado da PF (Polícia Federal) Fredson Vital, que conduz a investigação, disse à TV Globo que não vê razão para prender os policiais.
As informações são da Folha de São Paulo







