ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 3:21:03

Professor da UFS é um dos três cientistas brasileiros com mais publicações sobre covid-19

 

Com 36 artigos sobre a covid-19 publicados em revistas científicas de circulação mundial, o professor do Departamento de Educação em Saúde (DESL) e chefe do Laboratório de Patologia Investigativa (LPI) da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Paulo Ricardo Saquete Martins Filho, está entre os três cientistas brasileiros que mais fizeram publicações sobre o tema desde o início da pandemia no país.

O levantamento considera os artigos indexados até o início do mês de dezembro deste ano na base de dados da plataforma internacional Scopus, um dos maiores bancos de dados de resumos e citações da literatura científica revisada por pares no mundo, desde revistas científicas e livros a processos de congressos e publicações do setor.

“Os dois últimos anos foram muito intensos, de muita dedicação em relação à pandemia. É um resultado animador, mas consequência de um esforço coletivo que envolve alunos e diversos colegas. O mais importante é um resultado que coloca a UFS e Sergipe em destaque nacional e internacional, e como referência na geração de conhecimento científico também em relação a covid-19. Que possamos continuar fazendo ciência de qualidade em prol da sociedade e assim vislumbrarmos um futuro melhor para o nosso país,” afirma o pesquisador.

“Os dois últimos anos foram muito intensos, de muita dedicação em relação à pandemia. É um resultado animador, mas consequência de um esforço coletivo que envolve alunos e diversos colegas. O mais importante é um resultado que coloca a UFS e Sergipe em destaque nacional e internacional, e como referência na geração de conhecimento científico também em relação a covid-19. Que possamos continuar fazendo ciência de qualidade em prol da sociedade e assim vislumbrarmos um futuro melhor para o nosso país,” afirma o pesquisador.

Em 2020, ao final do primeiro ano pandêmico no Brasil, o epidemiologista já havia sido apontado pela Agência de Gestão da Informação Acadêmica da Universidade de São Paulo (USP) como um dos cinco pesquisadores que mais publicaram sobre o novo coronavírus no país. À época, foram levantados 16 artigos científicos, com base em informações da plataforma Dimensions.

Martins atua em pesquisas voltadas a projeções de casos, mortes e ocupação de leitos de UTI; aspectos epidemiológicos da doença em municípios sergipanos e fatores associados à mortalidade; impactos em populações vulneráveis; estimativas de cobertura vacinal; e síntese de evidência.

Publicado em março de 2020, o primeiro artigo do pesquisador buscou desmentir a possibilidade de eficácia da inalação de éter e clorofórmio no tratamento da covid-19. A revisão saiu na revista PAHO – Pan American Journal of Public Health, da Organização Panamericana de Saúde Pública.

Entre as principais publicações, destaca-se a meta-análise de ensaios clínicos sobre a eficácia e segurança da hidroxicloroquina na prevenção e tratamento da covid-19 publicada na revista médica The Lancet. Mais duas meta-análises desenvolvidas pelo pesquisador apontaram evidências da presença do vírus nas fezes de crianças e os parâmetros clínicos e laboratoriais associados à mortalidade em pacientes.

Outro estudo de relevância internacional documentou o primeiro relato científico no mundo em que o material genético do SARS-CoV-2 foi identificado no fluido cerebroespinhal, também conhecido como líquor, de uma paciente com uma condição neurológica conhecida como síndrome de Guillain-Barré. O trabalho saiu na revista The Pediatric Infectious Disease Journal.

Quanto ao impacto da pandemia entre crianças, minorias raciais e pessoas com câncer, Martins liderou uma publicação na revista The Journal of Paediatrics and Child Health, mostrando a influência da crise sanitária nos registros de abuso infantil em Sergipe.

Boa parte das publicações com projeções de casos e óbitos e inquéritos sorológicos resultou do Projeto EpiSergipe, por meio de uma pesquisa de base populacional desenvolvida em 15 municípios. Com isso, foi possível acompanhar a evolução da pandemia no estado ao longo do primeiro ano da contaminação.

O professor também tem atuado no monitoramento das taxas de incidência, mortalidade e letalidade para covid-19 nos bairros da capital sergipana. Umas das pesquisas sobre a situação foi divulgada na revista Journal of Travel Medicine. Nela, mostrou-se que os bairros mais pobres do município apresentavam registros mais baixos da doença, mas taxas de letalidade mais altas em comparação aos bairros com melhores condições de vida da população.

Quem é o pesquisador?

Professor da UFS desde 2011 com regime de dedicação exclusiva, Martins é lotado no Departamento de Educação em Saúde do Campus Antônio Garcia Filho, em Lagarto, chefia o Laboratório de Patologia Investigativa no Hospital Universitário de Aracaju, e é pesquisador dos programas de pós-graduação em Odontologia e em Ciências da Saúde.

Recentemente, ele também foi apontado como um dos cientistas mais influentes da América Latina, conforme a AD Scientific Index 2021. Ao todo, a UFS emplacou 26 pesquisadores na lista, ocupando a 39ª posição na América Latina dentre as universidades brasileiras.

Fonte: UFS

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