Educação

Professores das redes municipais e estadual decidem não retomar aulas presenciais

12/08/2021 às 08:59

Da redação, AJN1

Em assembleia unificada realizada nesta quarta-feira (11), os professores das redes municipais filiados ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe (Sintese), com exceção de Aracaju que é representado pelo Sindipema, e estadual decidiram manter a greve e não retomar as aulas presenciais a partir da próxima terça-feira (17), conforme previsto pelo Governo do Estado.

“Os professores e professoras continuam em greve em defesa da vida e só voltaremos quando as condições mínimas forem garantidas que são elas: imunização completa dos trabalhadores da educação, condições pedagógicas e sanitárias das escolas. Enquanto isso não for garantido permaneceremos em greve.”, afirmou a presidente do Sintese, Ivonete Cruz, acrescentando que os professores e professoras seguem ministrando aulas de forma remota.

Outro lado

A Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc) considera urgente e necessária a retomada das aulas presenciais e ressalta que isso será feito com segurança, preservando a saúde e a vida da comunidade escolar. A Seduc destacou que o plano de retomada das aulas estabelecido em 2020 foi revisado este ano e validado pelas autoridades sanitárias.

Além disso, a Seduc informou que, cada escola criou um comitê especial a fim de monitorar, avaliar e discutir todas as diretrizes, e a partir daí colocá-las em prática de acordo com a estrutura de cada uma delas. Todas as medidas compactuam com a volta às aulas condicionadas ao cumprimento de uma série de diretrizes de biossegurança e pedagógicas.

Outro ponto destacado pela Secretaria é que o retorno será parcial e contará com o ensino híbrido, que entra em cena no sistema de ensino como uma metodologia que ampara tanto as aulas presenciais quanto as não presenciais (remotas), possibilitando a aprendizagem em qualquer ambiente.

De acordo com a Secretaria um levantamento internacional feito em 21 países mostrou que o retorno às aulas presenciais não impactou no aumento da curva de contaminação do novo coronavírus.

*Com informações Sintese e Seduc

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